Mercadona altera relação com fornecedores a pensar nos clientes

A medida vai ter impacto na forma como a Mercadona se relaciona com os cerca de 1.400 fornecedores para produtos da marca própria da cadeia de supermercados, como a marca “Hacendado”, numa relação pensada para o longo-prazo e para o desenvolvimento de produtos através de co-inovação.

A cadeia espanhola de supermercados, a Mercadona, vai alterar a forma como interage com os fornecedores dos seus produtos, noticia o “El Economista”. Em detrimento do modelo tradicional de negócio, que assentava na gestão de várias categorias de produtos com os respetivos fornecedores, a Mercadona vai passar a gerir o produto a produto, de forma a tornar-se mais ágil na resposta às necessidades dos clientes.

A medida vai ter impacto na forma como a Mercadona se relaciona com os cerca de 1.400 fornecedores para produtos da própria marca da cadeia de supermercados, como a marca “Hacendado”, numa relação pensada para o longo-prazo e para o desenvolvimento de produtos através de co-inovação.

Em 2012, a empresa, que iniciou em Portugal o processo de internacionalização, apercebeu-se que as tinha de adaptar-se para satisfazer as necessidades dos clientes e eliminar o risco de não oferecer uma resposta tempestiva aos clientes, o que acontecia quando estes pediam um produto que a Mercadona não comercializava e que precisava de tempo para o fabricar.

A empresa admitiu que cometeu um erro por pensar que um fornecedor teria capacidade para fabricar uma categoria completa de produtos, algo que é difícil de alcançar.

A Mercadona iniciou a sua atividade portuguesa em 2016 depois ter registado a sociedade comercial Irmãdona, na zona do Grande Porto.

Em agosto de 2018, o Comité de Direção da empresa aprovou a abertura de 10 lojas em Portugal no segundo semestre deste ano. “As lojas vão estar localizadas nos distritos do Porto, Braga e Aveiro”, divulgou a empresa num comunicado de setembro. As quatro primeiras lojas serão abertas em Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar.

A abertura destas lojas obrigou a um investimento adicional de 75 milhões para o arranque da expansão em Portugal, totalizando 100 milhões de euros.

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