Meta do BCE mais distante: inflação na zona euro deverá ter caído para 1,4% em maio

Eurostat divulga esta terça-feira a inflação na zona euro de maio e segundo os analistas deverá recuar face aos 1,7% registados em abril.

A inflação da zona euro deverá ter abrandado em maio, abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE) que reúne esta quinta-feira. O Índice de Preços dos Consumidores deverá ter-se fixado em 1,4% em maio, recuando dos máximos de cinco meses registados em abril, segundo a estimativa dos analistas do Banco de Investimento Global (BIG).

A divulgação dos dados acontece na mesma semana em que o BCE reúne, sendo esperado que o Conselho de Governadores atualize as projeções económicas para a zona euro.

A inflação na zona euro em abril fixou-se em 1,7% em abril, segundo dados do Eurostat. Já a inflação subjacente, ou seja, a inflação que excluí os produtos energéticos e os produtos alimentares não transformados acelerou para 1,3% em abril e segundo as estimativas dos analistas deverá ter-se fixado em 1% em maio.

“A decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juro terá muita atenção na quinta-feira, com a inflação a continuar a fixar-se abaixo da meta de 2% do BCE e com as expetativas da inflação baseadas no mercado continuam a diminuir”, refere Stefan Scheurer, director de mercados de capitais globais da Allianz Global Investors.

O BCE reviu em baixa as projeções da inflação para este ano, na reunião de março. Para 2019, o banco central projeta que a inflação atinja os 1,2%, face aos 1,6% que previa em dezembro, enquanto no próximo ano a subida do índice HICP deverá ser 1,5% e de 1,6% em 2021.

“Em comparação com as projeções de dezembro, o outlook para a inflação foi revista em baixa ao longo do horizonte, refletindo especialmente as perspetivas mais fracas em relação ao crescimento económico no curto prazo”, referiu Draghi na altura.

Na ocasião, a instituição liderada por Mario Draghi também cortou as projeções económicas e espera agora que a economia da moeda única cresça 1,1% este ano (face aos 1,7% que esperava em dezembro) e 1,6% em 2020, o que também compara com a anterior previsão de 1,7%. Para 2021, a projeção é de um crescimento de 1,5%.

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