Metro de Lisboa: linha circular reduzirá “significativamente” transporte individual, revela estudo

A estimativa do número de pessoas que deixará de utilizar veículo próprio é de 1.232.276 no primeiro ano de operação e de 38.545.108 passageiros no período de 30 anos.

Rafael Marchante/Reuters
Ler mais

A introdução de uma linha circular no Metro de Lisboa deverá levar a “uma redução significativa do uso do transporte individual”, segundo o Estudo de Impacte Ambiental ao prolongamento da rede entre o Rato e o Cais do Sodré.

De acordo com o estudo, a introdução da Linha Circular “poderá alterar a forma como os utilizadores percecionam a qualidade” do transporte coletivo (TC) na cidade de Lisboa, prevendo que “a utilização do TI [transporte individual], do autocarro e do elétrico” tenha “uma redução significativa, ao passo que aumenta a utilização de outros modos de TC (transporte fluvial e ferroviário), para além do Metro”.

A estimativa do número de pessoas que deixará de utilizar veículo próprio é de 1.232.276 no primeiro ano de operação e de 38.545.108 passageiros no período de 30 anos.

“Considerando-se uma taxa de ocupação por veículo de 1,2 [pessoas], este valor corresponde a um pouco mais de um milhão de circulações em TI que deixam de ser realizadas logo no primeiro ano”, é salientado no estudo.

A captação de passageiros ao TI ocorrerá tanto em utilizadores com mobilidade circunscrita à cidade de Lisboa como nas ligações suburbanas, “nomeadamente pela melhoria da acessibilidade à importante interface do Cais do Sodré”, que facilitará o acesso de passageiros da margem sul, reduzindo o número de transbordos.

O estudo concluiu que a opção por uma linha circular permitirá ganhar 8.932.833 novos passageiros na rede do Metro no primeiro ano de operação, em comparação com a rede atual.

Em trinta anos de operação, a estimativa aponta para mais 317.884.167 passageiros do que com a manutenção da rede atual.

O estudo de Impacte Ambiental ao prolongamento da rede de Metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré, disponível em http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/AIA3020/aditamento20187913125.pdf, está em consulta pública até 22 de agosto.

O documento conclui ainda que o prolongamento da rede do Metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré vai melhorar a oferta daquele transporte público, reduzindo o tempo de espera “em todos os casos, exceto na linha vermelha, no período de ponta da manhã”.

De acordo com o EIA, da população global da Área Metropolitana de Lisboa potencialmente abrangida pela alteração do Metro – um total de 402.493 pessoas – 47,2% pertence ao grupo que apresenta um ganho de frequência e diminuição de transbordos, 47,2% ao grupo que apresenta um ganho de frequência e opções de entrada e 5,6% ao grupo que apresenta um ganho de frequência em paralelo com o aumento de transbordos.

Recomendadas

Lei ‘Uber’: PCP vai propor revogação da lei

“Consideramos que já muito mal foi feito, mas ainda vamos a tempo de evitar o agravamento de problemas e a situação gravíssima que está em perspetiva para aquele setor”, anunciou o deputado Bruno Dias.

Turismo: receitas subiram 13% até julho para 8,9 mil milhões de euros

Até julho, as exportações da atividade turística ascenderam a 8.913 milhões de euros, mais 12,86% do que nos primeiros sete meses de 2017, segundo os dados da Balança de Pagamentos hoje divulgados pelo banco central.

Novo código dos contratos públicos vai “destruir engenharia portuguesa”, diz associação do setor

Em causa está “o preço mais baixo como principal (ou mesmo único) critério de avaliação de propostas” para serviços de engenharia de obras públicas previsto no novo Código que entrou em vigor em janeiro, diz a Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores.
Comentários