Milionários estão 3% menos ricos mas continuam a confiar nos seus gestores de fortunas

O “World Wealth Report”, elaborado pela consultora tecnológica Capgemini, aponta para uma queda de 1,8 mil milhões de euros no conjunto das maiores fortunas do mundo.

Depois de sete anos consecutivos a crescer, as grandes fortunas a nível mundial caíram. No ano passado, os milionários perderam 3% da sua riqueza, o que equivale a menos 2 biliões de dólares (cerca de 1,8 biliões de euros), segundo o “World Wealth Report 2019” da consultora tecnológica Capgemini. O relatório da multinacional francesa concluiu que, em 2018, também o número de milionários à escala mundial recuou (-0,3%), na sequência da desvalorização das ações bolsistas e da desaceleração económica.

A região da Ásia-Pacífico, nomeadamente a China, liderou o movimento de declínio da riqueza (-1 bilião de dólares), sendo que a tendência de queda foi generalizada, afetando os mais ricos da América Latina (-4), da Europa (-3%) e da América do Norte (-1%). Só o Médio Oriente registou uma evolução, quer em termos de riqueza (+4%) quer em número de milionários (+6%), devido ao crescimento do PIB e ao desempenho dos mercados financeiros nesta zona.

A 23ª edição deste estudo, que teve 2.500 participantes oriundos de 19 países, revelou ainda que o número de Ultra High-Net-Eorth Individuals (HNWI) – i.e. indivíduos com alto património – diminuiu 4% e as suas fortunas 6%. Estes afortunados, que se encontram sobretudo nos Estados Unidos, Japão, Alemanha e China, foram os mais afetados, tendo sido responsáveis por 75% das perdas registadas globalmente. Já os milionários intermédios (com património compreendido entre os 5 e os 30 milhões de dólares) pesaram 20% nas quebras totais, enquanto os de primeiro nível (entre 1 e 5 milhões de dólares) viram as suas fortunas ter um deslize de apenas 0,5%.

O que pretendem dos gestores de património? Personalização

As carteiras dos multimilionários parecem estar menos recheadas, mas, de acordo com este documento, a confiança e a satisfação que mostram em relação à gestão dos seus patrimónios mantêm-se elevadas e, inclusive, a subir (+3 pontos percentuais face a 2017). Mais de metade (62%) dos HNWI inquiridos garantiram estar satisfeitos com os honorários cobrados pelos principais gestores do seu património, mas disse que gostaria de ter acesso a ofertas mais personalizadas e focadas na criação de valor acrescentado.

“Apesar do impacto causado pela volatilidade económica na riqueza dos HNWI em 2018, as empresas de gestão dos patrimónios conseguiram manter os níveis de confiança dos seus clientes elevados. No entanto, o seu sucesso no futuro dependerá da agilidade com que forem capazes de desenvolver a experiência do cliente”, afirma Anirban Bose, CEO Financial Services da Capgemini e membro do conselho executivo do grupo. Grupo Capgemini.

Ler mais
Relacionadas

Fortunas dos mais ricos de França lideraram crescimento este ano no ranking da Bloomberg

Os 14 bilionários de França que integram o ranking de 500 membros da Bloomberg Billionaires, adicionaram 78 mil milhões de dólares ao seu património desde 31 de dezembro de 2018 até dia 2 de julho, diz a Bloomberg. Isto significa um aumento de 35% que é mais que o dobro do ritmo de crescimento da fortuna dos mais ricos da China, que subiram 17% e da subida de 15% dos EUA.

Forbes Portugal: famílias Amorim, Soares dos Santos e Silva Ribeiro lideram lista dos mais ricos

Maria Fernanda Amorim (Grupo Amorim) continua a ser a pessoa mais rica de Portugal, com uma fortuna avaliada em 4.173 milhões de euros, tendo como principais activos: Galp, Corticeira Amorim, Tom Ford e imobiliário. Mas a lista deste ano tem muitas novidades. Destaque para Luís Amaral, principal acionista da retalhista polaca Eurocash (e maior acionista do Observador).
Recomendadas

Siga estas dicas para aumentar a vida da bateria dos seus equipamentos

Um uso intensivo, num ambiente quente, também não é recomendável, pois a bateria pode sobreaquecer e provocar uma descarga mais rápida ou até mesmo danificar o equipamento.

Vai à Web Summit? Pode deixar moedas e notas em casa

A SIBS e a empresa-mãe da Web Summit renovaram a parceria pelo terceiro ano consecutivo.

Taxas Euribor caem a três e seis meses e sobem a 12 meses

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, desceu hoje para -0,365%. A Euribor a três meses também caiu, ao ser fixada em -0,398%.
Comentários