O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) aprovou a criação de uma nova escola superior do Politécnico de Setúbal (IPS) em Sines, projeto que vem sendo desenvolvido desde 2021 e se afirma pelo “carácter estruturante” para o futuro da sub-região do Alentejo Litoral.
A nova unidade orgânica, a sexta a ser criada pelo IPS, tem a denominação de Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais.
A sua natureza interdisciplinar pretende dar resposta à necessidade de profissionais “altamente qualificados” para as infraestruturas logísticas, energéticas, digitais e industriais implantadas naquele território, com relevância nacional e internacional.
Ângela Lemos, presidente do IPS considera que com esta decisão, a instituição reforça condições para “aprofundar a ligação do IPS ao tecido económico e social do Alentejo Litoral, reforçando a transferência de conhecimento e inovação para setores estratégicos como a energia, a logística e a indústria, atraindo talento qualificado e contribuindo para o fortalecimento do sistema científico, tecnológico e produtivo nacional”.
A concretização do projeto permitirá que, pela primeira vez, seja disponibilizada uma oferta continuada de Ensino Superior público no Alentejo Litoral, com um leque alargado de formação, entre microcredenciais, cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), licenciaturas, pós-graduações, mestrados e também a possibilidade de programas de doutoramento, orientados para responder aos desafios da transição logística, energética, digital e industrial do território.
Em comunicado, o IPS diz pretender oferecer aos futuros estudantes “um modelo de ensino assente nos princípios da internacionalização, inovação pedagógica, bem-estar académico e integração em contextos reais de aprendizagem”, em articulação com as suas unidades de investigação e aliança universitária europeia E³UDRES², de que é membro fundador.
O projeto foi antecedido por um estudo estratégico de viabilidade, “posteriormente consolidado através de auscultações internas e externas envolvendo entidades públicas, empresas, associações e parceiros regionais e internacionais”.
Ângela Lemos destaca a “articulação estratégica” com a Câmara Municipal de Sines, que garantiu a cedência de terrenos para a construção da residência de estudantes, atualmente em curso e cuja conclusão se prevê para 2026, disponibilizando cerca de 50 camas. A autarquia assegura ainda o terreno para as instalações da futura escola, comprometendo-se com o cofinanciamento da sua construção.
Após a aprovação governamental, o IPS avança agora para a revisão dos seus estatutos e construção dos estatutos provisórios da escola, bem como para a constituição de uma comissão instaladora com a missão de assegurar a gestão do processo de preparação e implementação da futura Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais.
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