Ministra da Saúde disponível para pedir desculpa quando é devida

Em causa está os resultados da ação da inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a quatro plataformas eletrónicas de financiamento colaborativo (PPL, Novobancocrowdfunding, Boaboa e Crowdfunding) que estavam ativas no início do ano, entre as quais a que promoveu a campanha de recolha de fundos promovida pelos enfermeiros.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse, em Coimbra, que nunca teve dificuldade, pessoal ou institucionalmente, em pedir desculpas quando elas são devidas aos portugueses.

Questionada pelos jornalistas, à margem de um debate sobre a localização da futura maternidade da cidade, se iria pedir desculpa aos enfermeiros e à sua bastonária, como foi sugerido por esta, na sexta-feira, Marta Temido assegurou que nunca teve, “pessoalmente ou institucionalmente, dificuldades em pedir desculpas quando elas são devidas aos portugueses”.

A bastonária dos enfermeiros, Ana Rita Cavaco, disse, na sexta-feira, que “ficava bem” ao primeiro-ministro e à ministra da Saúde pedirem desculpa aos enfermeiros e a si pelas insinuações de que teria desviado verbas da Ordem para o ‘crowdfunding’ da greve cirúrgica.

Ana Rita Cavaco reagia ao resultado da ação da inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a quatro plataformas eletrónicas de financiamento colaborativo (PPL, Novobancocrowdfunding, Boaboa e Crowdfunding) que estavam ativas no início do ano, entre as quais a que promoveu a campanha de recolha de fundos promovida pelos enfermeiros.

Na sequência da inspeção, a ASAE não encontrou ilícitos na campanha promovida pelos enfermeiros, através da PPL para financiar duas greves nos blocos operatórios, que decorreram entre 22 de novembro e 31 de dezembro de 2018 e em fevereiro deste ano. No total, os enfermeiros angariaram mais de 720 mil euros.

“O Ministério da Saúde ainda não foi notificado, ainda não recebeu qualquer decisão sobre esse tema” pelos menos “até ontem [sexta-feira]”, acrescentou Marta Temido.

Além disso, salientou, “também não corresponde à realidade que tenha havido da parte do Ministério da Saúde qualquer insinuação” sobre o assunto.

“Quando há situações relativamente às quais temos dúvidas, em termos do enquadramento legal, aquilo que temos de fazer é entregar a sua análise às entidades legalmente competentes”, sustentou a ministra.

“Se não se constatar a existência de nenhuma situação duvidosa, obviamente que ficamos satisfeitos”, concluiu.

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