Ministra do Mar: “Portugal não pode pescar a sardinha que não tem”

Os pescadores defendem que seja aplicada uma quota de pesca de sardinha de 15 mil toneladas para este ano: “Esses valores são impossíveis”, respondeu a ministra do Mar.

Cristina Bernardo

A pesca excessiva de sardinha no passado provocou a redução deste peixe. Como consequência, os pescadores portugueses não podem pescar tanta sardinha como no passado, alerta a ministra do Mar.

“Nós não podemos pescar a sardinha que não temos. A sobrepesca permitida durante alguns anos fez com que o stock baixasse”, disse Ana Paula Vitorino em entrevista à rádio Antena 1 esta quinta-feira, 16 de maio.

A suspensão de pesca da sardinha foi adiada ontem até 3 de junho, com o peixe mais simbólico de Portugal, a par do bacalhau, a chegar a tempo dos Santos Populares.

Segundo explicou a ministra, a pesca da sardinha este ano vai estar dividida em duas etapas. A primeira decorre durante o mês de junho. Terminada esta etapa, será avaliada qual a quantidade de pesca de sardinha que será permitida na segunda fase.

Ana Paula Vitorino explicou que ainda não está totalmente fechada a quota de pesca permitida para a primeira fase, com Portugal a ficar com dois terços da captura, e Espanha com um terço.

Para a primeira fase está afixada uma quota de pesca de cinco mil toneladas, “mas esses valores ainda não estão completamente fixados, poderão ter alterações”, afirmou.

Atualmente, existe uma proposta de 10.800 toneladas em cima da mesa, mas a ministra avisa que a Comissão Europeia é “muito exigente”.

“Os valores poderão estar um pouco acima do proposto pela Comissão Europeia, mas naturalmente que estará abaixo do que os pescadores gostariam e que nós também gostaríamos de autorizar”.

Os pescadores não têm dúvidas e defendem que seja aplicada uma quota de pesca de sardinha de 15 mil toneladas: “Esses valores são impossíveis”, respondeu a ministra do Mar.

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