Ministro do Mar torna-se o sexto membro do Governo a receber subsídio de alojamento

Ricardo Serrão Santos receberá cerca de 750 euros mensais, tal como já estava a acontecer com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e os secretários de Estado Nuno Rodrigues e Pinheiro, Jorge Moreno Delgado, Antero Luís e José Mendes.

Ricardo Serrão Santos – Ministro Do Mar

O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, tornou-se o sexto membro do XXII Governo Constitucional a ter direito a subsídio de alojamento, no valor de cerca de 750 euros mensais, por ter a residência permanente a mais de 150 quilómetros de Lisboa. Segundo um despacho da Presidência do Conselho de Ministros assinado pelo primeiro-ministro António Costa a 29 de junho, e publicado nesta terça-feira em Diário da República, o governante terá direito a esse montante, estabelecido como 50% do valor das ajudas de custos para as remunerações-base superiores ao nível remuneratório 18, com efeitos a partir da tomada de posse e pelo período de duração das atuais funções.

Segundo a sua biografia oficial no portal do Governo, Ricardo Serrão Santos é natural de Portalegre mas vive entre as ilhas de São Miguel e do Faial, tendo chegado a pró-reitor da Universidade dos Açores para os assuntos do Mar. Antes da entrada no Executivo saído das eleições legislativas de 2019 foi deputado no Parlamento Europeu, sendo o coordenador do grupo dos Socialistas & Democratas (S&D) para a Comissão das Pescas.

O subsídio de alojamento já tinha sido concedido ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e a quatro secretários de Estado: Nuno Rodrigues e Pinheiro (Mobilidade), Jorge Moreno Delgado (Infraestruturas), Antero Luís (Adjunto e da Administração Interna) e José Mendes (Planeamento). De igual modo, alguns membros de gabinetes de vários ministros e secretários de Estado também estão a receber ajudas de custo semelhantes por não terem a residência principal em Lisboa.

No anterior Governo de António Costa foi atribuído subsídio de alojamento aos ministros Tiago Brandão Rodrigues, Augusto Santos Silva, Matos Fernandes, Manuel Caldeira Cabral e Azeredo Lopes, e aos então secretários de Estado José Luís Carneiro, Rocha Andrade, Paulo Santos Ferreira, Jorge Delgado, Ataíde das Neves (já falecido), João Sobrinho Teixeira, José Tavares Neves, Amândio de Oliveira Torres, Fernando Araújo, José Fernando Mendes, Carlos Martins e Célia Ramos.

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