Ministro e a nomeação da mulher para o Governo: “Não merece ser menorizada no seu percurso profissional”

O ministro reconhece que os portugueses têm o direito de questionar a escolha, mas garante que Catarina Gamboa “não merece ser menorizada no seu percurso profissional”.

Pedro Nuno Santos

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, veio esclarecer este domingo a polémica nomeação da sua mulher, Catarina Gamboa, para chefe do gabinete de Duarte Cordeiro, secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. O ministro reconhece que os portugueses têm o direito de questionar a escolha, mas garante que Catarina Gamboa “não merece ser menorizada no seu percurso profissional”.

“O povo tem o direito de questionar e de querer garantir que os cargos de poder político não são usados para que alguns se sirvam a si e às suas famílias. E é obrigação dos políticos não apenas garantir que essa situação não tem lugar, mas também responder, com verdade, às dúvidas e perplexidades que possam surgir”, começa por escrever Pedro Nuno Santos, no Facebook. “É por esse motivo que sinto o dever de relatar de forma breve a minha história e a da Catarina”.

Pedro Nuno Santos diz que faz o esclarecimento “não apenas por sentir esse dever para com o povo português”, mas também por “respeito” ao novo secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e à mulher que “não merece ser menorizada no seu percurso profissional”. “Nada deve a mim – apenas por ser minha mulher”, sublinha o governante.

O ministro diz que compreende a necessidade de transparência na contratação e garante que Catarina Gamboa é uma “excelente profissional, pessoa de enorme competência e confiança”. Pedro Nuno Santos afirma ainda que “ninguém deve ocupar uma função profissional por favor, como ninguém deve ser prejudicado na sua vida profissional por causa do marido, da mulher, da mãe ou do pai”.

No atual Governo de António Costa são vários os casos de governantes que têm relações familiares uns com os outros. O programa Sexta às 9 da RTP contou 20 casos de ligações entre os governantes, após a quarta remodelação do Executivo.

Um dos exemplos mais notórios é o do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que é casado com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o de Mariana Vieira da Silva, filha do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que foi recém nomeada ministra da Presidência e Modernização Administrativa.

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