MK Premium vai investir 15 milhões de euros em ativos imobiliários em Portugal

A empresa espera obter um lucro de dois milhões de euros no final do ano. A estratégia passa por aumentar a carteira patrimonial no centro histórico de Lisboa e nas zonas próximas da Ribeira do Porto.

A MK Premium prevê duplicar o investimento económico na aquisição de imóveis em Lisboa e no Porto, até aos 15 milhões de euros (114% mais do que em 2018) já em 2019. A empresa de gestão de ativos imobiliários espera alcançar os dois milhões de euros de lucro até ao final do ano, revelou esta quinta-feira em comunicado.

No ano passado a MK Premium adquiriu um total de 80 imóveis (mais 44% do que em 2017), entre eles, nove edifícios habitacionais no primeiro ano em Portugal, número que pretende multiplicar durante os próximos meses.

A grupo espanhol fechou 2018 com um lucro superior a 370 mil euros só em Portugal. No balanço geral, obteve uma margem de lucro de 2,1 milhões de euros. Uma das estratégias para este ano passa expansão da carteira patrimonial, numa previsão, não superior a três anos. Por esta razão, a empresa espanhola focaliza-se nas ruas mais centrais de Lisboa; enquanto no Porto, aposta na área da ribeira e no cais de Vila Nova de Gaia, município que contemplará a futura Cidade do Vinho.

“O mercado imobiliário português adapta-se perfeitamente ao nosso modelo de negócio. Edifícios históricos, localizados em áreas centrais e que são uma grande oportunidade de negócio, com o objetivo de dar resposta à crescente procura, especialmente nas duas cidades mais importantes do país. Portugal tornou-se um destino muito procurado, o número de turistas aumentou e, para empresas como a casasnossa, cujo objetivo passa pela recuperação arquitetónica de prédios, é uma importante oportunidade de negócio. Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos no nosso primeiro ano em Portugal e em 2019 os nossos objetivos serão muito mais ambiciosos”, refere Daniel Leiva, sócio fundador da MK Premium.

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“É preciso que haja uma renovação do ‘stock imobiliário’, dirigido para a classe média e média baixa. Não adianta dizer que está a haver construção, quando quem atua no mercado sabe bem que a que há está a ser dirigida essencialmente para um segmento de luxo. Também é necessária, mas a urgência é outra: equilibrar a oferta e a procura”, considera Luís Lima.

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