Moody’s prevê crescimento global “fraco” até 2021. A culpa é da guerra comercial EUA-China

Relatório da agência de rating põe a escalada das disputas comerciais no topo da lista de riscos económicos globais.

A Moodys antevê que a economia global registe um ritmo de crescimento “fraco” nos próximos dois anos, com uma desaceleração para um crescimento tendencial mais lento no longo prazo.

No relatório Global Macro Outlook 2020-21, publicado esta quinta-feira, a agência de rating salienta que o sentimento de negócios nas principais economias se tornou “pessimista”, dada a incerteza das políticas comerciais.

Embora não espere que a economia global entre em recessão em 2020 ou 2021, a empresa frisa que o ambiente económico atual se caracteriza por um crescimento estruturalmente baixo e inflação baixa, sem espaço para políticas que invertem este cenário, o que torna a economia global “mais vulnerável a desenvolvimentos negativos”.

A Moody’s espera que as economias do G-20 cresçam em conjunto a uma taxa anual de 2,6% em 2020, o mesmo ritmo deste ano. As previsões melhoram ligeiramente para 2,8% em 2021, mas “abaixo do nível médio nas últimas décadas”.

O relatório põe a escalada das disputas comerciais no topo da lista de riscos económicos globais. Embora um acordo comercial entre os EUA e a China pudesse ser um progresso significativo na redução das tensões, isso “não reduziria substancialmente” a incerteza que está a pesar nas decisões de negócios.

Por outro lado, a política monetária nas economias avançadas está limitada, e as taxas de juros mais baixas só podem ajudar a promover o crescimento através de crédito nos países emergentes.

Ler mais

Recomendadas

Covid-19. Turismo de Portugal vai comparticipar descontos na restauração e alojamento

O Governo vai lançar um esquema de comparticipação pública aos operadores dos setores da restauração, alojamento, transportes e cultura, que ofereçam descontos aos clientes, disse hoje o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

Número de passageiros transportados pela TAP diminuiu 62% no primeiro semestre

“A TAP atuou com agilidade e rapidez aos primeiros sinais de impacto da pandemia, adequando a capacidade ao novo cenário de procura e minimizando assim os custos operacionais com o objetivo de preservação de caixa”, comentou a companhia, no documento em que demonstrou um prejuízo de 582 milhões de euros no primeiro semestre.

TAP: Plano de reestruturação será apresentado a Bruxelas até 10 de dezembro

O plano visa “assegurar a sustentabilidade e rentabilidade da TAP, através de um adequado planeamento de rotas e frota, da adaptação do produto TAP à realidade atual e pós Covid-19, e do aumento da eficácia e da eficiência dos serviços centrais e das unidades do Grupo TAP”, refere a companhia, que registou um prejuízo de 582 milhões de euros no primeiro semestre.
Comentários