Mundial, dia 15: Colômbia segue sem James e África volta a desiludir

O Bélgica-Inglaterra seria um grande duelo em quaisquer outras circunstâncias. Mas com as duas equipas com seis pontos, empatadas também em todos os critérios, foi um bocejo. A verdade é que nenhuma das duas fazia questão em ganhar o Grupo F e ir para o lado já chamado de “quadro da morte”

O jogo do dia foi o Senegal-Colômbia. No final, com um centro milimétrico de Quintero e uma entrada de cabeça de Yerry Mina, central suplente do Barcelona, cumpriu-se a lógica: passa a Colômbia (1-0), melhor equipa, para o lado ‘mais fácil’ do quadro. Essa é a boa notícia. A má é que James Rodrigues está com problemas físicos, musculares, na perna direita e saiu cedo, em lágrimas. Já havia perdido o primeiro jogo, com o Japão, e pode não estar em condições de fazer o resto do Mundial. Ver-se-á. Se de confirmar, será uma baixa importante, a Colômbia perderia o seu grande criativo. E o jogo dos oitavos-de-final é com a Inglaterra.

No outro jogo do Grupo H, a Polónia fez questão de honra de mostrar porque era, à partida, uma das candidatas à qualificação – e ganhou (1-0). O Japão viveu alguns minutos de angústia mas teve direito a uma ‘dádiva’ especial do regulamento: primeira equipa de sempre a qualificar-se disciplinarmente num Mundial. Apenas quatro cartões amarelos contra seis do Senegal. Em todos os outros três primeiros critérios as equipas terminaram empatadas. É melhor do que sorteio, que seria a opção seguinte. E nenhuma outra seleção mereceria mais estas circunstâncias que a representante de um futebol escorreito, ético, como o do Japão.

O Bélgica-Inglaterra seria um grande duelo em quaisquer outras circunstâncias. Mas com as duas equipas com seis pontos, empatadas também em todos os critérios, foi um bocejo. A verdade é que nenhuma das duas fazia questão em ganhar o Grupo F e ir para o lado já chamado de “quadro da morte”. Por isso, jogaram as reservas. Nem Kane nem Lukaku; nem Lingard nem Eden Hazard (jogou o irmão…); nem Henderson nem De Bruyne; e por aí fora”. O ‘deslize’ acabou por ser cometido por Adnan Januzaj, futebolista da Real Sociedad, também nascido no Kosovo, como Xhaka e Shaqiri, da equipa suíça. A jogada saiu-lhe bem e o seu pé esquerdo pedia aquele remate em arco que saiu imaculado. Nada a fazer. A Inglaterra agradeceu e não fez grande coisa para inverter o resultado (1-0). Foi assim. Ponto. Fica a Bélgica no lado pior mas com o bónus de começar com o Japão. Só depois virá o Brasil (ou México).

Destaque, neste jogo, para Eric Dyer, jogador formado no Sporting, que voltou a ser ‘capitão’, o que já acontecera pelo menos uma vez na fase eliminatória de apuramento para esta fase final na Rússia.
No jogo de cumprir calendário entre Panamá e Tunísia começaram a ganhar os homens das Caraíbas, mas a Tunísia, melhor equipa, deu a volta ao resultado (1-2).

No balanço desta primeira fase tem de se apontar o falhando das equipas africanas. Nenhuma passou aos oitavos-de-final, no quais estarão dez equipas da Europa, cinco da América (4 do Sul e uma da CONCACAF) e uma da Ásia.

O futebol africano não cumpriu as promessas do tempo dos Camarões de Roger Milla, a que se juntou depois Omam-Biyik. Milla já está com 66 anos e nenhuma equipa africana consegue dar o passo em frente. Perdeu-se, aliás, a autenticidade que encantava. A europeização dos melhores jogadores acabou com a pintura “naif” nos relvados e o que se seguiu não foi particularmente brilhante nem continuou uma trajetória ascendente.

Neste Mundial, as melhores equipas africanas até foram, do ponto de vista qualitativo, as do Magrebe, com Marrocos à cabeça, e Egipto. São equipas mais trabalhadas do ponto de vista táctico e de disciplina competitiva. A África negra teve o Senegal e Nigéria, que até fizeram mais pontos que Marrocos, mas evidenciaram as lacunas de sempre: e sem rigor, nestes torneios, não se vai longe. Portanto, mais quatro anos de espera por um milagre que vai tardar, apesar do talento e do grande campo de recrutamento.

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