Mutualista Montepio com lucros consolidados de seis milhões em 2019

O relatório de contas consolidadas da Associação Mutualista Montepio Geral já está disponível para os associados que se irão reunir em Assembleia Geral extraordinária, no dia 30 de Setembro de 2020, para o aprovar. Lucros da Mutualista subiram em 2019.

A Associação Mutualista Montepio Geral viu os lucros consolidados (atribuíveis) subirem de dois milhões em 2018 (reexpresso) para seis milhões de euros em 2019, à custa da subida dos proveitos que cresceram de 1.127 milhões em 2018 para 1.431 milhões em 2019. Isto apesar de os custos também terem subido (passaram de 1.034 milhões para 1.273 milhões num ano).

O relatório de contas consolidadas da Associação Mutualista Montepio Geral já está disponível para os associados que se irão reunir em Assembleia Geral extraordinária, no dia 30 de Setembro de 2020 pelas 20h00 com dois pontos na ordem de trabalhos. A saber: “deliberar, nos termos do artigo 65.º n.º 6 dos Estatutos, sobre a proposta de modificações do Regulamento de Benefícios”;   e “deliberar sobre o Relatório e Contas Consolidadas, bem como sobre o Parecer do Conselho Fiscal, referente ao exercício de 2019”.

A Associação Mutualista viu o número de associados cair de 612.607 (em 2018) para 601.784 (em 2019), o que traduz um recuo de -1,8%. Os capitais próprios também diminuíram, ao passarem de 223 milhões para 182 milhões em 2019.

“As contas que se apresentam consolidam as contas individuais do Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) com as contas das diversas entidades em que o MGAM detém uma participação qualificada (consolidação por equivalência patrimonial) e com as entidades em que detém a maioria do capital e o domínio da gestão (consolidação integral), em que se destaca o subgrupo segurador – Montepio Seguros, SGPS e, em especial, o subgrupo bancário da Caixa Económica Montepio Geral/Banco Montepio”, diz o presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Virgílio Lima, no relatório de contas consolidadas de 2019.

Os resultados obtidos pelo banco, em 2019, foram positivos, de 21,7 milhões de euros, “sinalizando a evolução no sentido da geração orgânica de capital, da sua otimização e rendibilidade”, refere Virgílio Lima.

A dimensão do ativo do subgrupo bancário corresponde a 87% do balanço consolidado do MGAM. O ativo líquido consolidado do MGAM totalizou 20.389 milhões em 2019, menos 353 milhões do que em 2018, o que inclui o ativo consolidado do banco (17.740 milhões, menos 3,2% que em 2018) e o ativo líquido consolidado do subgrupo segurador da Montepio Seguros que foi de 1.364 milhões.

Recorde-se que as contas individuais da Associação Mutualista foram drasticamente afetadas, em 2019, pela necessidade de constituição de imparidades para a participação destas duas entidades, em especial para a participação no Banco Montepio, num valor de 377,5 milhões de euros, como foi destacado no relatório e contas individual, aprovado pela Assembleia Geral, no passado dia 30 de junho.

“O ano de 2019 representa um ano de ajustamentos e de estabilização da CEMG/BM, em termos da composição dos órgãos de governo e de funcionamento, tendo correspondido ao primeiro ano de execução do seu Plano de Transformação 2019-2023, que define medidas estratégicas de mudança e desenvolvimento, com vista a fortalecer o seu balanço e obter níveis superiores de eficiência, qualidade de serviço e rendibilidade, que lhe permitam remunerar devidamente os capitais investidos pelo MGAM e por um conjunto de 37 entidades da economia social, que adquiriram pequenas participações acionistas”, refere a Mutualista.

A concretização desse plano, “juntamente com a boa execução dos programas de alienação de ativos improdutivos (imóveis e créditos vencidos), a melhoria do perfil de risco do ativo e a geração de resultados serão essenciais para a CEMG/BM assegurar os requisitos de capital e o seu desenvolvimento futuro”, adianta a instituição.

As contas realçam que no âmbito da estratégia de contínua redução de ativos não produtivos, o Banco Montepio realizou, em 2019, a venda de uma carteira de créditos não produtivos (non-performing loans), sob a forma de venda direta (o montante bruto alienado foi de 321 milhões de euros) e a alienação de uma carteira de ativos imobiliários, designada por “Brick”, com um valor bruto contabilístico de 104 milhões de euros, composta por 1.084 imóveis, “com uso predominantemente residencial e dispersos pelo território português”, lê-se no documento.

Ora a Mutualista diz que a diminuição na rubrica de crédito a clientes no Banco Montepio foi, em parte, impactada pela desalavancagem de non-performing loans e é responsável por parte da queda do ativo líquido de 592 milhões de euros face ao valor de final de 2018.

Em 31 de dezembro de 2019, o crédito a clientes (bruto) do Banco Montepio totalizou 12.239 milhões de euros, a que correspondeu um saldo líquido de 11.465 milhões de euros, representando um decréscimo bruto de 6,3% face aos 13.068 milhões de euros registados em 31 de dezembro de 2018 (-5,2% em termos líquidos), “revelando, por um lado, a política de gestão do risco e repricing na concessão de crédito, e, por outro, os créditos abatidos ao ativo (write-off) e as vendas de créditos não produtivos (non-performing loans) realizadas ao longo de 2019”, lê-se no relatório e contas.

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