O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira deixou sérias críticas ao Governo e às entidades responsáveis por aquilo que considera uma “cultura reactiva e não preventiva” que faz com que, apesar da sucessão de catástrofes, o país tenha continuar a “correr atrás do prejuízo”.
Numa publicação colocada na rede social “X”, o antigo governante destaca que é importante que, passado este momento de emergência, “retirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise”.
Apesar de estarmos a lidar com fenómenos naturais extraordinários, Álvaro Santos Pereira elenca uma série de aspetos que considera não serem aceitáveis: “não é aceitável que tenhamos populações isoladas e inundadas por falta de prevenção ou até de manutenção de equipamentos de bombagem que poderiam evitar males maiores. Não é aceitável que tenhamos populações que possam ficar semanas sem luz e comunicações. E não é aceitável que não existam planos de crise detalhados e simulacros regulares para as áreas com maior propensão para cheias e inundações, que são recorrentes de tempos a tempos”.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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