NASA lança missão Lucy para compreender a formação do Sistema Solar

Aquela missão da NASA, a Agência Espacial Norte Americana, terá um custo total, projetada para durar doze anos, de 981 milhões de dólares (845,6 milhões de euros).

A missão Lucy partiu este sábado, 16 de outubro, de Cabo Canaveral, na Florida, em direção aos asteroides de Troia na órbita de Júpiter, uma viagem de doze anos para compreender melhor a formação do Sistema Solar, anunciou a NASA.

A missão Lucy, lançada pelo foguetão Atlas V, às 05h34, hora local, 09h34 de Lisboa, vai observar oito asteroides que se pensa serem os “restos imaculados da formação planetária”, com o objetivo de estudar a geologia, composição e densidade, massa e volume precisos daqueles objetos espaciais, segundo a agência francesa France-Presse.

Aquela missão da NASA, a Agência Espacial Norte Americana, terá um custo total, projetada para durar doze anos, de 981 milhões de dólares (845,6 milhões de euros).

“Cada um dos asteroides deveria entregar uma parte da história do nosso sistema solar, da nossa história”, escreve a AFP, citando o diretor da divisão científica da agência espacial dos EUA, Thomas Zurbuchen.

Os cerca de sete mil asteroides de Troia conhecidos orbitam à volta do Sol em dois grupos, um anterior a Júpiter, o outro posterior a este.

Lucy vai estudar primeiro um asteroide na cintura principal de asteroides localizada entre Marte e Júpiter, por volta de 2025, começando depois o estudo dos sete asteroides de Troia, até 2033.

A AFP refere que o asteroide maior a ser estudado tem cerca de 95 quilómetros de diâmetro e que a nave vai aproximar-se dos asteroides a uma distância de “apenas 400 a 950 quilómetros, dependendo do seu tamanho, e a uma velocidade de cerca de 24mil quilómetros por hora”.

O investigador principal da missão, Hal Levison, cita a AFP, explicou que “uma das coisas surpreendentes sobre os asteroides de Troia é que eles são muito diferentes uns dos outros, especialmente a sua cor: alguns são cinzentos, outros vermelhos, sendo que a cor deve indicar de onde vieram”.

O nome da missão, explica a AFP, é uma homenagem ao fóssil australopithecino, descoberto na Etiópia em 1974, que “lançou luz sobre a evolução da humanidade “, esperando-se que a missão Lucy da NASA lance luz sobre a evolução do sistema solar.

O fóssil foi batizado de Lucy porque os investigadores estavam a ouvir a canção dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds” quando o encontraram.

No entanto, o nome adequa-se àquela missão da NASA porque “efetivamente há um diamante a bordo” num dos instrumentos científicos, o L’TES, a bordo da nave.

O L’TES vai fazer medições de luz infravermelha, possibilitando determinar a temperatura na superfície dos asteroides.

“Comparando estas medidas à noite e durante o dia, podemos determinar se a superfície é constituída por blocos de rocha ou pó fino e areia”, segundo o responsável pelo L’TES, Phil Christensen, citado pela agência francesa.

A NASA pretende lançar outra missão, em novembro, para testar se os humanos serão capazes de alterar a órbita de um asteroide caso a Terra venha a estar na rota de uma daquelas “rochas assassinas”.

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