Negociações entre Reino Unido e União Europeia vão recomeçar para fixar acordo do Brexit

“Embora reconhecendo a seriedade destas diferenças, concordamos que deve ser realizado um esforço adicional por parte das nossas equipas de negociação para avaliar se os assuntos podem ser resolvidos”, indica o comunicado assinado por von der Leyen e Johnson.

O Reino Unido e a União Europeia concordaram em regressar à mesa das negociações para tentar estabelecer o acordo final para o Brexit, revela a “BBC” este sábado, após as mesmas terem sido interrompidas e Ursula von der Leyen e Boris Johnson terem passado a tarde ao telefone.

As equipas de negociação das duas partes vão voltar a encontrar-se em Bruxelas no domingo, sendo que a presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro britânico vão voltar a falar na próxima segunda-feira, 7 de dezembro, via telefone.

De acordo com a “BBC”, Boris Johnson e Ursula von der Leyen assumem que as “diferenças significativas” entre as duas partes continuam. Os três assuntos mais críticos que precisam de chegar a um acordo permanecem num impasse, nomeadamente a política de pescas, questões concorrenciais e a resolução de disputas. “Ambos os lados sublinharam que nenhum acordo é viável se essas questões não forem resolvidas”, apontou o comunicado conjunto citado pela “BBC”.

“Embora reconhecendo a seriedade destas diferenças, concordamos que deve ser realizado um esforço adicional por parte das nossas equipas de negociação para avaliar se os assuntos podem ser resolvidos”, continua o comunicado assinado por von der Leyen e Johnson.

O Reino Unido abandonou a União Europeia no dia 31 de janeiro, depois de vários referendos, mas até ao fim do ano continua a negociar as trocas comerciais seguindo as regras europeias. Caso um acordo final não seja posto em cima da mesa até ao próximo dia 31 de dezembro, o Reino Unido abandona por completo todos os acordos comerciais, e irá verificar tarifas em todos os produtos que importar dos países da União Europeia.

O Brexit foi votado em referendo no dia 23 de junho de 2016, enquanto David Cameron era primeiro-ministro. Cameron foi sucedido por Theresa May, sendo que a primeira-ministra falhou em obter um consenso no Parlamento britânico, o que levou à sua demissão, sendo então substituída por Boris Johnson, que chegou a um acordo dentro do Reino Unido.

Ler mais
Relacionadas

As hipóteses de um acordo para o Brexit não são maiores do que 50%, apontam fontes do governo britânico

A indefinição em relação a alguns pontos chave, neste caso, a política de pescas, questões concorrenciais e resolução de disputas tem arrastado o processo, que agora levará os líderes de cada lada a dialogarem diretamente.
Recomendadas

“Correu tudo mal”. Escândalo com abonos de família leva a demissão do Governo dos Países Baixos

Depois de ser conhecido o escândalo que envolveu milhares de famílias falsamente acusadas de fraude na atribuição de abonos, o executivo de Mark Rutte acabou por se demitir, apesar do primeiro-ministro ter inicialmente manifestado uma vontade contrária. O Governo ficará agora em gestão até às eleições de março.

Multimilionários estão 1 bilião de dólares mais ricos e contrariam queda da economia global

Com uma previsão de contração do PIB de 4,4% em 2020 e as economias mundiais a afundar consideravelmente, os multimilionários viram as suas fortunas a crescer em vários mil milhões de euros.

Governo japonês convida Comité Olímpico Internacional a elaborar um “plano B” para os Jogos Olímpicos de Tóquio

Taro Kono, ministro da administração e reforma do governo do Japão, dá voz às dúvidas dos seus concidadãos sobre a celebração dos Jogos Olímpicos, levando-o a pedir ao Comité Olímpico Internacional (COI) que elaborem um “Plano B”.
Comentários