Nissan prevê perdas de 3,8 mil milhões de euros devido à pandemia

O segundo maior fabricante japonês está a prever uma perda operacional de 4,5 mil milhões de dólares, um valor muito em cima das previsões dos analistas.

Nissan

A Nissan Motor Company estimou esta terça-feira, 28 de julho, a maior perda anual de sempre, depois de analisar as vendas do primeiro semestre e prever uma quebra de 16% nas vendas do total do ano devido à pandemia do novo coronavírus, avança a “Reuters”.

O segundo maior fabricante japonês está a prever uma perda operacional de 4,5 mil milhões de dólares (cerca 3,8 mil milhões de euros), um valor muito em cima das previsões dos analistas. Caso a Nissan verifique perdas de receitas, este será o segundo ano consecutivo de perdas para a Nissan.

Com as contas já feitas depois da pandemia atacar o mundo, a fabricante tinha previsto que as receitas caíssem para 7,8 biliões de ienes (63,4 mil milhões de euros) no total do ano, um valor que, segundo os dados da empresa, deve ficar aquém do objetivo. Como a Covid-19 ‘atacou’ primeiramente a Ásia, a Nissan sofreu perdas operacionais de 153,9 mil milhões de ienes (1,25 mil milhões de euros) no primeiro trimestre.

“Os resultados do primeiro trimestre e a perspetiva para o ano inteiro parecem desafiadoras, mas estão dentro das nossas expectativas”, apontou o diretor-executivo, Makoto Uchida, num entrevista citada pela “Reuters”, onde o mesmo observou que a empresa estava a passar por um “ano complicado”.

Nos últimos anos, a Nissan realizou uma expansão agressiva para os mercados onde estava a emergir, como forma de melhorar as vendas e os lucros, mas a fabricante ficou apenas com margens de lucro sombrias face aos anos anteriores e com um portefólio envelhecido devido à falta de investimento. A empresa também está a sofrer com a detenção de Carlos Ghosn, o antigo diretor-executivo, em 2018, e em maio deste ano a fabricante anunciou um plano de reestruturação, que incluía uma redução das linhas de produção e dos modelos.

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