Novas descidas do desemprego serão “mais difíceis”, antecipa Fórum para a Competitividade

Nota de conjuntura da associação considera a queda da poupança “particularmente infeliz”.

Hugo Correia/Reuters

O Fórum para a Competitividade considera que, depois da redução da taxa de desemprego para 6,2% no segundo trimestre, será “mais difícil” que este indicador continue uma trajetória de descida.

Numa nota de conjuntura publicada esta terça-feira, a associação presidida por Pedro Ferraz da Costa analisa a evolução do mercado de trabalho, que melhorou no segundo trimestre.

A taxa de desemprego caiu de 6,8% para 6,3%, “conseguindo finalmente passar a resistência que estava a encontrar para diminuir”, assinala o Fórum, salientando também a queda “significativa” do número de pessoas desempregadas.

Contudo, a nota aponta para a desaceleração do crescimento do emprego: de valores acima de 3% em 2017, passou a 2,1% no terceito trimestre de 2018, a que se seguiram 1,6% e 1,5% nos trimestres seguintes, para atingir apenas 0,9% no segundo trimestre de 2019.

“Estes números reforçam as estimativas de ‘taxa natural de desemprego’ entre os 6% e 7%, sendo cada vez mais difíceis novas diminuições do desemprego”, a menos de significativas – e necessárias – alterações na formação profissional, mais dirigida às necessidades concretas da economia”.

A associação lembra que os dados preliminares do terceiro trimestre apontam para uma desaceleração da economia, “sobretudo pelo lado das contas externas, afectadas pelo cenário de generalizada desaceleração da economia europeia e mundial”.

No que diz respeito à evolução recente das contas nacionais, a nota de conjuntura reitera o que o Fórum já havia publicado na semana passada, numa nota breve: mesmo com a revisão em alta do PIB PIB entre 2016 e 2018, os novos valores do crescimento da produtividade continuam a ser “baixíssimos” e “estão longe de ser satisfatórios”.

A baixa taxa de poupança das famílias é também motivo de preocupação, com uma nova queda para 5,9% do rendimento disponível, no segundo trimestre. “Este desenvolvimento é particularmente infeliz porque se estimava que o abrandamento do consumo privado estaria relacionado com um aumento da poupança, o que não se veio a confirmar”.

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