Novo Banco chega a acordo com Abanca para vender operação em Espanha (com áudio)

A operação do banco português no país vizinho inclui 10 balcões. “O acordo celebrado representa a opção mais adequada de desinvestimento do negócio, garantindo a manutenção de serviço aos clientes e oferecendo atrativas perspetivas de longo prazo para clientes e colaboradores em Espanha”, segundo a instituição.

António Ramalho, Novo Banco | Cristina Bernardo

O Novo Banco anunciou hoje que chegou a acordo com o Abanca para vender a sua operação em Espanha, que inclui 10 balcões e respetivos trabalhadores, assim como as operações de banca privada e PME.

“A concretização da operação está sujeita às respetivas autorizações regulatórias s e a sua conclusão é esperada no segundo semestre de 2021”, disse hoje o banco português em comunicado enviado à CMVM, não revelando o valor do negócio.

Tal como o Jornal Económico tinha revelado a 15 de janeiro, o Abanca encontrava-se na corrida ao Novo Banco Espanha, assim como os chineses da Haitong e várias ‘cajas de ahorros’ espanholas.

O banco presidido por António Ramalho diz que “analisou diversas opções estratégicas relacionadas com a operação em Espanha e deu início a um processo de venda em maio de 2020, e a 30 de setembro registou a operação como descontinuada no balanco do Banco”.

“O acordo celebrado representa a opção mais adequada de desinvestimento do negócio, garantindo a manutenção de serviço aos clientes e oferecendo atrativas perspetivas de longo prazo para clientes e colaboradores em Espanha”, segundo a instituição.

Esta transação “representa mais um marco relevante no processo de desinvestimento de ativos e operações não-core, nomeadamente contribuindo para uma redução da complexidade da estrutura e dos custos e permitindo ao Novo Banco prosseguir a sua estratégia de reafectação de recursos à atividade bancária em Portugal”.

O banco aponta que a “venda é consistente com o plano estratégico do Banco, executado de forma a cumprir com os compromissos definidos para 2021, assumidos pelo Estado Português perante a Comissão Europeia em 2017 no contexto da venda de uma participação do capital social do Novo Banco. A transação irá melhorar o rácio de eficiência (Cost to Income) e a rentabilidade dos capitais próprios, sendo esperado: um impacto marginal no resultado líquido de 2021; um incremento da posição de capital em cerca de 55bps no Common Equity Tier 1 ratio (esperado); e impacto positivo nos rácios de liquidez (LCR e NSFR)”.

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