Novo fim de de semana “desastroso”, com perdas acima dos 75% para o retalho e restauração

A AMRR considera que, embora as medidas decretadas tenham afetado mais os 191 municípios com recolher obrigatório, as perdas superiores ao habitual foram sentidas em todos.

A AMRR – Associação de Marcas de Retalho e Restauração considera que o passado fim de semana foi mais um “desastroso para o retalho e restauração, com perdas acima dos 75%”.

Num comunicado, a AMRR acaba de divulgar os dados do seu mais recente ‘Observatório’ sobre as vendas do segundo fim-de-semana com recolher obrigatório, que impõe limitações ao funcionamento do comércio e restaurantes, explicando que os dados “apontam para perdas de 76%, tal como já se havia verificado no último fim de semana com limitações”.

“Terminou ontem [dia 22 de novembro] o segundo fim-de-semana com recolher obrigatório entre as 13h e as 5h em diversos concelhos do país, decretado pelo Governo ao abrigo do Estado de Emergência. Segundo os dados recolhidos junto das mais de 3.500 lojas dos associados da AMRR, as perdas são acentuadas, acima dos 75%. Embora as medidas decretadas tenham afetado mais os 191 municípios com recolher obrigatório, as perdas superiores ao habitual foram sentidas em todos”, adianta o referido comunicado.

Para Miguel Pina Martins, presidente da AMRR, “foi mais um fim-de-semana muito difícil para o retalho e restauração, com perdas elevadíssimas para todos e com a importante agravante da maioria dos  lojistas já estarem com promoções no âmbito da ‘Black Friday'”, acrescentando que “o retalho sem Natal entra em colapso”.

“Temos por princípio não comentar as medidas tomadas para fazer face à crise sanitária, mas não podemos deixar de referir que a redução de horário e a limitação de operação geram maior afluência num menor espaço de tempo”, adianta este responsável.

Para concluir, Miguel Pina Martins recorda que “são mais de 375.000 empregos dependentes do setor do retalho e restauração”.

“Estamos a falar de centenas de milhares de famílias cujo rendimento depende da operação das lojas e restaurantes… Não podemos continuar a aceitar que se assobie para o lado e que se ignore o apoio que estas empresas precisam. O tema das rendas é essencial e continuamos a apelar para que haja uma justa e equitativa repartição de sacrifícios, pedindo aos partidos políticos que não abandonem o setor e que defendam a economia e o emprego, permitindo a manutenção de milhares de postos de trabalho”, defende o presidente da AMRR.

A associação recorda que no fim de semana passado, “as perdas cifraram-se em 75,9%, levando a Associação de Marcas de Retalho e Restauração a assinalar o momento como um fim de semana catastrófico que pode ditar o fim de muitos negócios”.

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