O que acontece em Vegas, fica em Vegas, mas a cidade do pecado já viveu melhores dias.
O número de turistas na cidade do estado do Nevada conhecida pelos seus casinos afundou mais de 11% em junho. Esta pode ser uma consequência das políticas isolacionistas de Donald Trump, mas também um sinal do arrefecimento da economia americana, fruto das políticas da Casa Branca.
É preciso recuar a janeiro de 2009 para registar um recuo semelhante. Na altura, os EUA viviam a crise financeira que teve lugar em 2008 que legou o desemprego a disparar os 10%.
“Las Vegas tende a ser o termómetro para o resto do país quando o ciclo económico arrefece”, disse à “CNBC” Andrew Woods, diretor do Center for Business and Economic Research na Universidade do Nevada.
Outros fatores apontados para o afastamento da classe média são o aumento dos preços dos hotéis, assim como mínimos mais elevados para apostar nos casinos.
As apostas tornaram-se mais acessíveis num mundo mais digital, e comprar um bilhete de avião e uma estadia num hotel são entraves para quem pode saciar as suas necessidades usando o telemóvel ou o computador.
Uma das consequências diretas é que os trabalhadores estão a ganhar menos em gorjetas, o que impacta diretamente o seu rendimento mensal, dada esta ser uma componente importante do seu ganho.
“Estou muito preocupada porque isto está fraco. Passo pelo Strip todos os dias de manhã para vir trabalhar e raramente vejo turistas”, disse à “CNBC” Shaleah Taylor, empregada de limpeza do ARIA Resort & Casino.
Por outro lado, os jogadores mexicanos também preferem ficar longe de Las Vegas, conforme destacou a autarca de Las Vegas Shelley Berkley, que considera outros visitantes internacionais também estão a deslocar-se menos para a cidade do jogo.
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