O ESG não é uma moda

Há uma clara intenção dos decisores, a nível internacional, de fazer do ESG o fio condutor das políticas para a próxima década.

As referências aos temas ESG têm aumentado de forma evidente, desde as áreas de investimento às práticas e relatórios de sustentabilidade das empresas, passando pela atuação governativa e pelo espaço da discussão pública em geral.

A sigla ESG refere-se a “Environmental, Social and Governance”, ou seja, fatores ambientais, sociais e de governança a serem tidos em conta nos processos de decisão e de organização. O objetivo mais genérico da abordagem ESG é o de promover o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social corporativa, para que seja possível obter consistentemente resultados em três frentes: valor económico, social e ambiental. Em 2015, a ONU definiu 19 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que, na sua ótica, todos os agentes deverão tentar atingir.

A influência das três “mega tendências” identificadas – transição digital, transição energética e as pessoas – pode ser encontrada nas orgânicas e políticas dos governos a nível global, incluindo em Portugal. Há uma clara intenção dos decisores, a nível internacional, de fazer do ESG o fio condutor das políticas para a próxima década.

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