“O sistema atual é perverso para a saúde pública”, diz João Proença

Presidente do conselho geral de supervisão (CGS) da ADSE sustentou que é necessário refletir sobre a relação com o Serviço Nacional de Saúde.

João Proença | Cristina Bernardo

O presidente do conselho geral de supervisão (CGS) da ADSE, João Proença, realçou esta segunda-feira que é necessário que o subsistema não fique dependente dos grande grupos privados, sendo a concepção do sistema que está em causa.

“O sistema atual é perverso para a saúde pública”, disse João Proença, na conferência “O Futuro da ADSE”, realizada no âmbito do ciclo de conferências “Fim de tarde na SEDES com quem sabe”, que teve lugar no auditório da Associação para o Desenvolvimento Económico (SEDES), em Lisboa.

O responsável do CGS da ADSE sustentou que “há grandes grupos hospitalares em que a ADSE representa 40% da faturação”, defendendo que “também era importante que esses grandes grupos hospitalares não funcionassem em cartel”.

Realçou ainda que, apesar de ser necessário “ultrapassar a questão do relacionamento”, urge também refletir sobre a questão de fundo que é a relação com o SNS.

“Mas porque é que o Hospital de Santa Maria não tem a possibilidade de prestar ao lado uma unidade privada?”, questionou, destacando que o serviço nacional de saúde não pode discriminar beneficiários “nem positivamente, nem negativamente”.

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