“Obrigado Portugal por colocares bom senso à Holanda”. As reações ao discurso de Costa

O primeiro ministro português qualificou as declarações do ministro das Finanças holandês como “repugnante”, no final de uma reunião dos líderes dos países da União Europeia (UE).

Sucedem-se as reações de várias personalidades ao discurso de António Costa, sobre as declarações do ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra que defendeu que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha por não terem acumulado nos últimos anos uma almofada financeira que lhe permitisse neste momento enfrentar a crise provocada pelo novo coronavírus.

Johan Langerock, especialista em política fiscal utilizou a sua conta da rede social Twitter, para se mostrar surpreendido com a atitude do primeiro-ministro português, referindo ser “raro os líderes portugueses fazerem comentários tão fortes sobre a UE”

De Espanha as reações também não se fizeram esperar com o deputado Enrique Santiago, do Podemos a agradecer a Portugal “por ter colocado bom senso à Holanda”

António Costa qualificou as declarações do ministro das Finanças holandês como “repugnante”, no final de uma reunião dos líderes dos países da União Europeia (UE) na quinta-feira.

“Esse discurso é repugnante no quadro da União Europeia e a expressão é mesmo esta: repugnante”, disse o primeiro-ministro em conferência de imprensa na noite de quinta-feira. “Ninguém está disponivel para voltar a ouvir ministros das Finanças holandeses como aqueles que já ouvimos em 2008, 2009, 2010 e anos consecutivos”.

O primeiro-ministro recordou assim o episódio polémico que envolveu Jeroen Dijsselbloem, então presidente do Eurogrupo, quando acusou os europeus do sul da Europa de de gastarem o seu dinheiro “em copos e mulheres” e “depois pedirem que os ajudem”. Uma polémica que levou o Governo de António Costa a pedir o seu afastamento da liderança do Eurogrupo.

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António Costa: “Não há consenso. A Europa precisa de fazer muito mais”

“Há três países que são totalmente contra e há um país que tem abertura de espírito para discutir aquilo que nunca quis discutir. É impossível imaginar uma causa que justifique de forma tão premente a utilização desta medida”, realçou o primeiro-ministro português a propósito da implementação de um instrumento europeu comum de emissão de dívida.
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