OCDE: Crescimento do PIB do G20 abranda para 0,4% no 2º trimestre, com grandes diferenças entre países

A maioria dos países está ainda atrasada em relação aos níveis de antes da pandemia, com a Índia a registar a maior diferença (menos 8,1%), seguida pelo Reino Unido (menos 4,4%) e Itália (menos 3,8%).

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do G20 abrandou para 0,4% no segundo trimestre deste ano, contra 0,9% no primeiro trimestre, mas este valor esconde grandes diferenças entre países, anunciou hoje a OCDE.

Num comunicado hoje divulgado, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) adianta que no segundo trimestre de 2021, o PIB do G20 como um todo excedeu em 0,7% o nível pré-pandemia (do quarto trimestre de 2019), impulsionado pela China, que com a Turquia, registaram as maiores taxas de recuperação (8,2% e 8,8%, respetivamente).

No entanto, a maioria dos países está ainda atrasada em relação aos níveis de antes da pandemia, com a Índia a registar a maior diferença (menos 8,1%), seguida pelo Reino Unido (menos 4,4%) e Itália (menos 3,8%).

No segundo trimestre, entre as economias do G20, o crescimento do PIB abrandou na Turquia (para 0,9%, contra 2,2%), Coreia do Sul (para 0,8%, contra 1,7%) e Austrália (para 0,7%, contra 1,9%).

O PIB contraiu-se acentuadamente na Índia (para menos 10,2%, contra crescimento de 2,3%).

O PIB também se contraiu, mas em menor dimensão, no Canadá (para menos 0,3%, contra crescimento de 1,4%) e no Brasil (para menos 0,1%, contra crescimento de 1,2%).

O crescimento do PIB recuperou no Reino Unido (para 4,8%, contra menos 1,6%), no conjunto da União Europeia (para 2,1%, contra menos 0,1%), na Alemanha (para 1,6%, contra contração de 2,0%), na Arábia Saudita (para 1,1%, contra contração de 0,5%) e no Japão (para 0,5%, contra menos 1,1%).

As restantes economias do G20 registaram taxas de crescimento aceleradas no segundo trimestre de 2021, designadamente Itália (para 2,7%, contra 0,2%), Estados Unidos (para 1,6%, contra 1,5%), México (para 1,5%, contra 1,1%), China e Indonésia (para 1,3% em ambos os países, contra 0,4% e 0,3%, respetivamente) e França (para 1,1%, contra 0,0%).

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