OE2021: Direção-Geral do Orçamento revela que pagamentos em atraso aumentaram 109 milhões de euros até outubro

No documento, pode ler-se que face ao mês anterior (setembro), os pagamentos em atraso também aumentaram, mas 84,6 milhões de euros.

Os pagamentos das entidades públicas atingiram, no final de outubro, os 785,3 milhões de euros, um aumento de 108,9 milhões face ao mesmo período do ano passado, divulgou hoje a Direção-Geral do Orçamento (DGO).

“No final de outubro os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 785,3 milhões de euros, o que representou um aumento de 108,9 milhões de euros relativamente ao período homólogo”, pode ler-se na Síntese da Execução Orçamental, que foi hoje divulgada pela DGO.

No documento, pode ler-se que face ao mês anterior (setembro), os pagamentos em atraso também aumentaram, mas 84,6 milhões de euros.

Segundo a DGO, para a evolução dos números face ao mesmo período de 2020 “contribuíram, sobretudo, os Hospitais EPE [Entidade Pública Empresarial] que registaram um aumento de 153,6 milhões de euros”.

Por outro lado, os pagamentos em atraso registaram uma diminuição “de 41,3 milhões de euros na Administração Regional e de 14 milhões de euros nas Empresas Públicas Reclassificadas”.

“Para a variação mensal, o maior contributo registou-se nos Hospitais EPE com um aumento de 85,7 milhões de euros”, refere a DGO.

No final de setembro, os pagamentos em atraso das entidades públicas tinham aumentado em 63,2 milhões de euros, face ao período homólogo, para 700,8 milhões de euros.

Recomendadas

SEDES propõe mais deputados eleitos pelas comunidades para melhorar relação com Portugal

O aumento do número de deputados eleitos pelos emigrantes e a adoção do voto eletrónico são algumas propostas apresentadas hoje pela SEDES para melhorar a relação entre Portugal e as suas comunidades no mundo. No seu V congresso, que decorre desde sexta-feira e até domingo em Carcavelos, concelho de Cascais, a SEDES – Associação para […]

PremiumEconomista Sérgio Rebelo diz que “é importante evitar os cortes súbitos de despesa e subidas de impostos”

O economista português, professor nos EUA, alerta que instabilidade política pode “facilmente” criar instabilidade económica com impacto para o refinanciamento da dívida portuguesa e diz que o país tem pouco espaço fiscal.

Imobiliário: tecnologia “abre a porta” a investimentos nacionais e estrangeiros

A tecnologia está a transformar de forma profunda a gestão das transações e o fecho das operações deste sector, numa tendência que já se verificava e que se intensificou com a pandemia e o incremento das soluções tecnológicas, exemplifica Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.
Comentários