OE2022: Líder do CDS-PP confirma voto contra proposta do Governo

 O presidente do CDS-PP anunciou hoje que o partido vai votar contra o Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2022) na generalidade, considerando que a proposta “confirma, insiste e persiste no caminho de empobrecimento” do país.

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Francisco Rodrigues dos Santos

Em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos confirmou a previsão de sentido de voto transmitida na terça-feira pela deputada Cecília Meireles.

Apontando que “os portugueses têm de saber que há alternativa ao caminho seguido pela esquerda”, o líder centrista afirmou que, “em nome dessa alternativa, que o CDS-PP votará contra este orçamento, que é uma autêntica bazuca de impostos sobre os portugueses”.

“A proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo para 2022 confirma, insiste e persiste no caminho de empobrecimento que a esquerda quer condenar Portugal”, criticou.

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O sindicalista considerou que a proposta de OE2022 “não era o OE desejável, era pouco ambicioso, mas continha alguns avanços importantes”, como o crescimento do salário mínimo até 2025 , o aumento das pensões, a melhoria da fiscalidade e algumas alterações à legislação laboral, nomeadamente a reposição do valor das horas extraordinárias e o aumento do valor das indemnizações por despedimento.

CGTP diz que chumbo do OE2022 deve-se a falta de vontade política do Governo

Para a CGTP a proposta do Governo não promovia o necessário crescimento dos salários e pensões, nem maior justiça fiscal, não acabava com a precariedade laboral, nem travava a destruição de postos de trabalho por grandes grupos empresariais, nem sequer promovia contratação coletiva.

Duodécimos limitam execução mensal até à entrada em vigor de novo orçamento

“Durante o período transitório em que se mantiver a prorrogação de vigência da lei do Orçamento do Estado respeitante ao ano anterior, a execução mensal dos programas em curso não pode exceder o duodécimo da despesa total da missão de base orgânica”, pode ler-se na lei de Enquadramento Orçamental atualmente em vigor.
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