Além dos novos máximos históricos do S&P 500, renovados, o destaque da semana do mercado acionista foi a tecnológica americana Oracle (ver texto nesta edição), após a apresentação dos seus resultados do primeiro trimestre fiscal de 2026 e das novas projeções de crescimento apresentadas pela CEO da empresa.
A Oracle é uma empresa especializada no desenvolvimento e comercialização de hardware, software, bancos de dados e serviços para computação na nuvem (cloud), estando dessa forma também presente no setor da Inteligência Artificial (IA).
Isto mostra que o ímpeto que a IA tem dado ao mercado acionista se mantém, apesar do risco.
A Oracle registou um crescimento anual de 12% nas suas receitas, para 14,9 mil milhões de dólares (cerca de 12,7 mil milhões de euros), impulsionado pelo crescimento de 28% das receitas dos serviços de nuvem para 7,2 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros). O lucro atingiu 4,3 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 8%.
A CEO da empresa, Safra Catz, confirmou que foram assinados “quatro contratos multibilionários”, com diferentes grandes clientes e que, com o crescimento da procura, a Oracle espera assinar mais contratos ao longo dos próximos meses. No entanto, o foco do mercado esteve nas previsões anunciadas pela CEO, que projetam as receitas da Oracle Cloud Infrastructure a crescerem 77%, para 18 mil milhões de dólares (15,3 mil milhões de euros), no ano fiscal corrente, aumentando posteriormente até 144 mil milhões de dólares (122 mil milhões de euros) nos quatro anos seguintes.
Na Europa, as bolsas têm apresentado uma subida ligeira. Destaque para a Inditex, cujas vendas no primeiro trimestre fiscal alcançaram os 10,08 mil milhões de euros, abaixo dos 10,26 mil milhões antecipados pelo mercado. No entanto, o CEO da empresa considera que o primeiro trimestre fiscal foi sólido, atingindo vendas satisfatórias tendo em conta o complexo ambiente de mercado.
Numa outra nota, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou que irá cortar 11,5% da sua força de trabalho, o que corresponde a 9.000 trabalhadores, numa reestruturação que tem como objetivo uma poupança anual de oito mil milhões de coroas dinamarquesas (cerca de mil milhões de euros).
Em Portugal, o PSI estabilizou. Destaque para a construtora Teixeira Duarte, que irá voltar a integrar o índice a partir de 22 de setembro, após uma ausência de nove anos (ver texto nesta edição) . Com esta entrada, o índice português passará a incluir 16 empresas.
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