Ordem dos Engenheiros debate falta de água no Tejo

A instituição liderada por Mineiro Aires explica que o ‘Projeto Tejo’ pretende ser a resposta à falta de água que se começa a sentir no rio Tejo e que já afeta fortemente a região do Oeste, situação que se tende a agravar em resultado das alterações climáticas.

Cristina Bernardo

A Ordem dos Engenheiros vai promover esta quinta-feira, dia 11 de julho, a partir das 14h30m, um debate sobre a falta de água que se faz sentir ao longo do rio Tejo e promover o ‘Projeto Tejo’ A instituição liderada por Mineiro Aires explica que “o ‘Projeto Tejo’ pretende ser a resposta à falta de água que se começa a sentir no rio Tejo e que já afeta fortemente a região do Oeste, situação que se tende a agravar em resultado das alterações climáticas”.

“As valências nele propostas permitem contrariar a desertificação agrícola e rural que já se faz sentir na região, combater a interioridade, nomeadamente na zona do médio Tejo, desenvolver a economia regional, fixar populações e criar um número significativo de postos de trabalho”, sublinha um comunicado da Ordem dos Engenheiros.

Alguns dos intervenientes nesta conferência serão Carlos Mineiro Aires, bastonário da Ordem dos Engenheiros; António Carmona Rodrigues, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa; Pedro Serra, ex-presidente da Estradas de Portugal; e Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP.

“No ‘Projeto Tejo’ é proposta a construção de quatro açudes de baixa altura no baixo Tejo, espaços de 20 quilómetros, entre a Azambuja e a Golegã, seguidos de dois açudes de média altura entre Almourol e Abrantes, munidos de eclusas para barcos e escadas de peixes, criando uma ‘estrada’ de água contínua de Lisboa a Abrantes. Os caudais para rega resultarão do aproveitamento dos escoamentos do próprio rio Tejo e, quando estes se reduzem no verão, mediante águas armazenadas nas barragens já existentes nos afluentes do rio, ou a construir, como seja a barragem do Alvito”, adianta o mesmo comunicado.

Segundo a Ordem dos Engenheiros, “esta solução permitirá abastecer, com águas superficiais, 300.000 hectares de regadio, no vale do Tejo, Oeste e Setúbal, abandonando, progressivamente, o uso das águas subterrâneas, que se constituirão como uma reserva estratégica nacional, para além de possibilitar a navegabilidade entre Lisboa e Abrantes, controlar a cunha salina na zona da Lezíria Grande, promover a atividade piscícola profissional e de lazer, os desportos náuticos e o turismo, ajudar no combate aos fogos, controlar as cheias e produzir hidroeletricidade”.

“Consciente da relevância da preservação deste importante recurso natural nacional, nomeadamente para as atividades agrícolas e florestais, a Ordem dos Engenheiros considera da maior relevância promover a apresentação e discussão do projeto em causa”, conclui o referido comunicado.

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