Os ensinamentos do mestre Buffett na hora de investir

Ao longo da sua carreira, Warren Buffett admitiu erros e fracassos nas suas aquisições e investimentos e admite que a sua gestão é pouco baseada em fórmulas complexas de análise financeira.

Carlos Barria/Reuters

É possivelmente o nome mais reconhecido no universo dos investimentos. Warren Buffett é o dono da Berkshire Hathaway e tornou-se bilionário nos anos 60 devido a vários investimentos nos setores financeiros, bens de consumo e infraestruturas. Atualmente com 88 anos de idade, Buffett tem uma fortuna avaliada em 81,5 mil milhões de dólares (74,1 mil milhões de euros) e é a personalidade a seguir no mundo dos negócios.

Por ser um investidor experiente, o amigo de Bill Gates detém participações na Apple, na Coca-Cola, Wells Fargo, Amazon, General Motors, Goldman Sachs, Johnson & Johnson, Mastercard e da Kraft Heinz, além de muitas outras empresas. A lista de subsidiárias adquiridas conta com mais de 20 empresas.

Nos últimos 40 anos, Buffett foi por muitos considerado um guru quando se trata de investir e por isso, ao longo destes anos tem partilhado alguns segredos com empresários e investidores numa carta aberta. Estes segredos têm sido passados religiosamente ano após ano para que outros investidores tenham tanto sucesso como o próprio, sendo um documento de leitura obrigatória para muitos seguidores de Buffett.

Ao longo da sua carreira, Warren Buffett admitiu erros e fracassos nas suas aquisições e investimentos e admite que a sua gestão é pouco baseada em fórmulas complexas de análise financeira, tendo como base o bom-senso e sensibilidade própria para perceber qual o valor real da empresa em causa.

O primeiro mandamento está ligado a um fracasso na vida profissional de Buffett em relação a falsos produtos baratos. Em 1979 adquiriu a Waumbec Mills, que estava à venda num período de crise e cujo preço de venda da empresa estava abaixo do valor de mercado. O empresário adquiriu a empresa mas com o setor têxtil em crise, o negócio acabou mesmo por falir

“Um contexto empresarial de acelerada mudança e instabilidade pode oferecer oportunidade de lucro rápido mas sacrifica a estabilidade” é o segundo conselho de Buffett. A aposta deve focar-se em empresas não atrativas cujos produtos são necessários e não em empresas revolucionárias que podem mudar do dia para a noite.

Não tem necessidade financeira de trabalhar mas gosta do que faz? Pode ser a próxima aquisição para a Berkshire Hathaway. O terceiro homem mais rico do mundo sustenta que quem mantém as empresas em funcionamento são os diretores e gestores, contrariando o pensamento de que seriam os líderes e fundadores. Estes gestores devem gostar do trabalho que desempenham e não ter necessidade financeira para trabalhar.

Warren Buffett viajou no tempo e parou em 1991, quando a Berkshire adquiriu a H.H. Brown Shoe Company. O diretor-executivo da empresa manteve-se, a empresa dava lucro e na companhia não existiam bónus garantidos nem eram oferecidas ações da empresa aos líderes, sendo-lhes entregue o salário com uma percentagem dos lucros após ser deduzido o capital empregue para gerar lucros.

Ler mais

Relacionadas

Esta é a característica mais importante para Warren Buffett na hora de recrutar funcionários

O bilionário norte-americano Warren Buffett, conhecido por sua sabedoria na hora de investir seu dinheiro, classificou a integridade como a característica mais importante ao pensar em contratar um funcionário. Este é um dos três critérios que o maior investidor de todos os tempos aplica na hora de contratar. Conheça os outros dois.

As cinco dicas de Warren Buffett para investir

Warren Buffett, um dos mais ricos do mundo de acordo com a Forbes, é um dos mais célebres investidores da atualidade.

Imobiliária de Warren Buffett prestes a chegar a Lisboa, Porto e Algarve

A apresentação será feita na próxima sexta-feira, 4 de outubro, num evento onde vão estar presentes os principais responsáveis da Berkshire Hathaway Home Services.
Recomendadas

PremiumGoverno trava subida das taxas de supervisão em 2020 proposta pela CMVM

Em ano de prejuízos, a entidade reguladora vê a proposta de um novo modelo de financiamento congelada pelo Ministério das Finanças. São mais dois milhões de euros que ficam por receber.

PSI 20 fecha semana no ‘vermelho’ afetado pelo BCP e Galp

Praça lisboeta terminou a sessão a descer 0,87%, para 4.390,27 pontos nesta sexta-feira, seguindo a tendências das suas congéneres europeias.

Bolsa de Lisboa perde fôlego a meio da sessão e acompanha quedas da Europa

A penalizar a praça lisboeta estão títulos como o BCP, que perde 0,92%, NOS, que desvaloriza 1,64%, ou Mota-Engil, que cai 1,22%. A alemã Wirecard está a subir mais de 3% depois de a ‘Bloomberg’ avançar que Deutsche Bank está interessado na unidade financeira da empresa.
Comentários