PAN considera desnecessário recolher obrigatório

“Nós sabemos que o contexto atual epidemiológico e os surtos eles estão a ocorrer nos transportes públicos, em contexto laboral”, justificou André Silva.

André Silva, Porta-voz e deputado do PAN à Assembleia da República | Cristina Bernardo

O líder do partido Pessoas Animais Natureza (PAN), André Silva apontou esta sexta-feira, 30 de outubro, que o recolher obrigatório é desnecessário, depois de reunião com o primeiro-ministro sobre medidas a tomar para conter a pandemia.

“O senhor primeiro ministro transmitiu também ainda que estas medidas podem ter um determinado avanço um gradualismo e que podem caminhar inclusivamente para um recolher obrigatório antecedido de um estado de emergência”, explicou André Silva.

Tendo em conta o que foi transmitido ao PAN, André Silva frisou que “sob perspetiva de virmos a mudar de posição, nós neste momento não somos favoráveis à aplicação desta medida porque a consideramos desnecessária”.

“Sabemos que o contexto atual epidemiológico e os surtos eles estão a ocorrer nos transportes públicos, em contexto laboral e nomeadamente também naquilo que diz respeito ao regresso às aulas e em contexto familiar é completamente fora deste horário que se verificam estes contágios e estes surtos”, disse o representante do PAN.

Quanto às interdições aos lares, André Silva pediu que estas “pessoas vulneráveis e tantas vezes isoladas possam, por uma questão de saúde mental e emocional, receber visitas, é perfeitamente possível e compaginável, no atual contexto epidemiológico, e com segurança, fazer-se esses contactos sociais que são extremamente importantes para estas pessoas e para os seus familiares”.

A reunião com António Costa também serviu para o PAN expressar o que André Silva classificou como um “desequilíbrio”.

“Sentimos um desequilíbrio, nós e a sociedade, entre aquilo que é pedido, exigido com estas restrições que são por ventura necessárias e aquilo que o Governo está a fazer que, por ventura, será pouco em determinadas matérias”, assegurou André Silva sublinhando que o executivo de António Costa ficou aquém “nomeadamente no que diz respeito aos transportes públicos, são poucos os transportes públicos onde vemos a disponibilização de álcool gel, são muitos os transportes e poucas as carruagens com lugares marcado para se sentar”.

Quanto ao Serviço Nacional de Saúde, André Silva destacou ser “necessária a contratação urgente de técnicos de saúde pública e de enfermeiros e isso não está a ocorrer”.

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