“Pandemia quase tudo suspendeu e atropelou”, diz Marcelo

No discurso do 10 de junho na Madeira, o Presidente da República apelou à necessidade de reconstruir o tecido empresarial. “É necessário agir em conjunto, com organização, transparência, eficácia, responsabilidade e resultados duradouros”.

“Nestes quase dois anos em que a pandemia surgiu e tudo ou quase tudo suspendeu, adiou, atropelou e atingiu”. Foi desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa começou o seu discurso da cerimónia do 10 de junho que decorre esta quinta-feira, pela segunda vez na Região Autónoma da Madeira.

O Presidente da República deixou um apelo aos portugueses de que “não serão as imensidades destes desafios que nos vão desviar do nosso futuro. Que se desenganem os profetas da nossa decadência ou vilitude. É necessário reforçar a nossa estratégia e liderança nos oceanos, que se reforce com urgência”, referiu.

Para Marcelo Rebelo de Sousa este 10 de junho em cenário de pandemia convida-nos a ser melhores, neste desafio fundamental para a nossa diferença no mundo. “Não nos limitando a remendar o tecido social ferido pela pandemia. Reconstruamos esse tecido a pensar em 2030, 2040, 2050. É necessário agir em conjunto, com organização, transparência, eficácia, responsabilidade e resultados duradouros que tudo façamos para o conseguir”, frisou.

O Presidente da República deixou ainda expressa a vontade de ser necessário ter nestes anos um apelo “à convergência para aproveitar recursos e recriar espírito novo de futuro para todos e não uma chuva de benesses para alguns que se veja com olhos de interesse coletivo e não com olhos de egoísmo pessoais e de grupos”.

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