Papa não vai receber o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo

Francisco, que já recebeu Pompeo em outubro do ano passado, não recebe personalidades políticas durante as campanhas políticas, para evitar qualquer tipo de instrumentalização.

Tony Gentile / Reuters

O Papa Francisco vai não receber o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que na próxima semana vai fazer uma visita a Itália, alegando que seria um gesto que poderia interferir na campanha eleitoral.

A decisão de Francisco surge numa altura em que os Estados Unidos crtiticam a abordagem do Vaticano à China.

Francisco, que já recebeu Pompeo em outubro do ano passado, não recebe personalidades políticas durante as campanhas políticas, para evitar qualquer tipo de instrumentalização.

No entanto, o candidato presidencial norte-americano Joe Biden vai reunir-se com o secretário de Estado e número dois do Vaticano, Pietro Parolin, e com o secretário para as Relações com os Estados, Paul Gallagher.

Durante sua visita à Itália, que decorrerá de 29 a 30 deste mês, Pompeo falará na embaixada dos Estados Unidos no decoorrer do simpósio organizado pela Santa Sé sobre o Avanço e a Defesa da Liberdade Religiosa por Meio da Diplomacia.

O secretário de Estado abordará também um dos temas mais espinhosos que provocaram um distanciamento nas relações entre os Estados Unidos e o Vaticano: a aproximação da Igreja com a China.

Há poucos dias, o secretário de Estado norte-americano utilizou um artigo da revista “First Things” para pedir ao Papa para não renovar o acordo com Pequim.

O artigo foi publicado nas vésperas do fim do acordo e agora o Vaticano e a China têm um mês para fazer uma renovação do compromisso por dois anos.

No artigo, Pompeo questiona o acordo e diz que o Vaticano deveria denunciá-lo.

Esta interferência que não tem sido apreciada no Vaticano, segundo alguns meios de comunicação.

O acordo entre o Vaticano e a China estabelece as regras para a ordenação de bispos, mas é um primeiro passo para que possa ser estabelecido um diálogo direto com o Governo chinês com vista a futuras relações diplomáticas, interrompidas em 1951.

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