Parlamento Europeu aprova relatório de eurodeputada portuguesa sobre supercomputadores

A parceria já tinha sido aprovada pelo Conselho Europeu, na sequência da boa aceitação que o relatório teve na Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia, na qual Maria da Graça Carvalho (PSD) é vice-coordenadora do grupo do Partido Popular Europeu.

Morris MacMatzen / Getty

A Empresa Europeia de Computação de Alto Desempenho (EUroHPC), que visa dar a liderança à União Europeia em termos de capacidade de processamento de dados, viu ser aprovado no Parlamento Europeu (PE) o relatório da eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho sobre a criação da ‘Rede Europeia de Supercomputadores’, uma parceria do programa-quadro ‘Horizonte Europa’, que implica investimentos da ordem dos sete mil milhões de euros.

Portugal integra esta rede, através do supercomputador ‘Deucalion’, cuja aquisição foi formalizada no âmbito de uma “mesa-redonda” realizada no dia 17 de junho, em Guimarães, presidida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na qual marcaram presença Maria da Graça Carvalho, a comissária europeia para a ‘Inovação, investigação, Cultura, Educação e Juventude’, Mariya Gabriel, e representantes dos restantes países que irão acolher estes equipamentos.

A parceria já tinha sido aprovada pelo Conselho Europeu, na sequência da boa aceitação que o relatório teve na ‘Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia’ (ITRE), na qual a eurodeputada do PSD é vice-coordenadora do grupo do Partido Popular Europeu.

Para Maria da Graça Carvalho, “a votação muito expressiva agora conseguida em plenário, e que não é usual em relatórios que implicam investimentos avultados, significa que existe um forte consenso em torno da importância estratégica deste investimento para a Europa”. O relatório da eurodeputada do PSD concentra-se nos passos necessários para que se possa aproveitar todo o potencial desta infraestrutura, os quais são divididos em seis grandes linhas de ação: Acesso melhorado, abertura, sinergias, alinhamento com as prioridades da UE, liderança industrial e conhecimento e sensibilização.

“O sucesso desta iniciativa dependerá em muito do envolvimento, acesso e sensibilização que consiga gerar entre as partes interessadas”, afirma Maria da Graça Carvalho. “Isto significa garantir que todos os utilizadores terão acesso às infraestruturas e aos seus serviços, bem como aos repositórios de dados científicos e comerciais, com particular atenção para as PME e startups”.

Com o mesmo propósito são introduzidas propostas visando a “abertura, transparência e simplificação” de procedimentos, bem como as sinergias e complementaridades com todos os programas e fundos relevantes, nomeadamente regionais, Mecanismo de Recuperação e Resiliência, InvestEU e iniciativas do Banco Europeu de Investimento, bem como todos os outros instrumentos do ‘Horizonte Europa’.

Os projetos deverão ainda estar alinhados com as metas das transições digital e verde e a própria rede “deve contar com os mais avançados equipamentos de baixo consumo e eficiência energética, de preferência de base renovável”. Por fim, é frisada a importância de se criar um “verdadeiro ecossistema de excelência” no digital, abrangendo investigação e inovação, desenvolvimento e fabrico de sistemas de hardware de baixo consumo, como microprocessadores e computação quântica, e um forte investimento em competências e conhecimentos, especialmente no que respeita à perspetiva de género, considerando as lacunas atuais, e na educação e consciencialização pública.

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