Partido de Evo Morales procura candidatos de consenso às presidenciais na Bolívia

O partido do ex-presidente da Bolívia Evo Morales revelou que irá procurar candidatos de consenso para as próximas eleições presidenciais e irá tomar mais tempo a consultar as bases, depois de uma reunião falhada na escolha de potenciais candidatos.

Durante o congresso do Movimento para o Socialismo (MAS), hoje em Cochabamba, no centro da Bolívia, líderes do partido anunciaram que Evo Morales será o coordenador de campanha para as eleições, convocadas depois de as eleições de 20 de outubro, nas quais Morales reivindicou vitória para um quarto mandato, terem sido anuladas. A data das novas eleições ainda não foi marcada.

No entanto, no congresso não ficou decidido quem será o candidato a figurar nos boletins de voto.

O porta-voz do partido, Gualberto Arispe, citado pela agência Associated Press, referiu que a decisão ficou adiada para a próxima reunião do partido, daqui a um mês.

Entretanto, o MAS irá consultar as suas bases, para encontrar candidatos de consenso.

A Bolívia sofre uma grave crise desde a proclamação de Evo Morales como Presidente para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, uma vez que a oposição e os movimentos da sociedade civil alegam que houve fraude eleitoral.

Evo Morales renunciou ao cargo no dia 10 de novembro, após quase 14 anos no poder, numa declaração transmitida pela televisão do país.

Morales demitiu-se depois de os chefes das Forças Armadas e da polícia da Bolívia terem exigido que abandonasse o cargo para que a estabilidade e a paz possam regressar ao país.

Ler mais
Recomendadas

Cerca de 7000 pessoas em fuga do Níger

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados refere que estas pessoas estão em fuga devido à insegurança e à violência gerada por um ataque à cidade de Chinégodar.

Líbia: Merkel diz que houve acordo para respeitar embargo das armas

A chanceler da Alemanha diz que o embargo será controlado de forma mais rigorosa do que antes.

“Racismo” e “preconceito”. Isabel dos Santos reage a investigação jornalística a nível mundial

Os Luanda Leaks têm 715 mil documentos, entre e-mails, contratos, auditorias, e contas que foram obtidas por uma plataforma de denunciantes em África (PPLAAF), que depois foi partilhada com a ICIJ.
Comentários