Patrões defendem que Estado deve recorrer ao BEI para reestruturar dívida das empresas

Em entrevista à “Antena 1/Jornal de Negócios”, António Saraiva revelou que a CIP vai apresentar um pacote de medidas ao Governo nos próximos 15 dias para apoiar as empresas depois do fim das moratórias em setembro.

Cristina Bernardo

As moratórias das empresas junto da banca já ronda os 30 mil milhões de euros e cerca de 30% deste valor pode entrar em incumprimento.

O alerta foi deixado pelo presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) que defende que o Governo deve tomar medidas para evitar que as empresas fiquem sem apoio a partir de 23 de setembro, data em que terminam as moratórias bancárias, entre as quais recorrer às linhas do Banco Europeu de Investimento (BEI).

“O Estado recorre ao BEI, recolhendo capital do BEI para procurar solucionar o problema. Reestruturando a dívida para que as empresas não entrem em incumprimento e a banca não tenha que acionar a garantia do Estado”, disse António Saraiva em entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios.

Desta forma, as empresas conseguem “libertar-se da data de 23 de setembro. Para que esta pressão não exista e não corramos o risco de uma implosão, de uma bomba relógio”.

A CIP vai apresentar um pacote de medidas ao Governo que deverão ser apresentadas nos próximos 15 dias.

“O fim das moratórias trará uma pressão, que hoje já existe, às empresas que estão em moratória, à banca que as concedeu, e ao Governo que as garantiu. É uma pressão enorme”, afirmou o líder da CIP durante a entrevista.

Ler mais

Recomendadas

Confederação do Turismo: abertura do corredor turístico com Reino Unido é “ótima notícia”

Questionado se está preocupado que a forte afluência de turistas nesta fase possa fazer aumentar o número de novas infeções por covid-19, o presidente da CTP afirmou que não, sustentando que tal se deve ao facto de “todos os turistas, sem exceção,” terem de apresentar “um teste negativo realizado nas 48 horas anteriores” a desembarcarem em qualquer um dos aeroportos nacionais.

Portugal recebe 55,5 milhões de euros de Fundo de Solidariedade da UE após novo aval do PE

Em causa está um ‘bolo’ total de 484,2 milhões de euros do Fundo de Solidariedade da União Europeia para ajudar regiões europeias atingidas por catástrofes, dos quais 397,5 milhões de euros se destinam a 17 países da UE e três países candidatos para enfrentarem a Covid-19.

Merlin vai investir 150 milhões de euros na plataforma logística de Castanheira do Ribatejo

Na cerimónia de inauguração deste emprendimento logístico, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, o CEO da Merlin Properties revelou que o grupo dispõe de um total de ativos sob gestão que já ascendem a cerca de 12 mil milhões de euros, gerando um rendimento anual de cerca de 500 milhões de euros
Comentários