PCP diz não haver razões para a Assembleia e Governo deixarem de exercer funções

João Oliveira considera que neste momento existe um conjunto de “problemas muito alargados que precisam de ser resolvidos pela Assembleia da República”.

O Partido Comunista Português (PCP) considera não existirem razões para que a Assembleia da República e o Governo deixem de exercer funções após o chumbo do Orçamento do Estado para 2022. Em declarações à imprensa no final da conferência de líderes realizada esta quinta-feira, 28 de outubro, o deputado João Oliveira, referiu que “aquilo que é fundamental é que se dê resposta e encontrem soluções para o país”.

O deputado comunista defendeu que neste momento há um conjunto de problemas muito alargados que precisam de ser resolvidos pela assembleia, salientando que “é preciso que o Governo cumpra aquilo que ficou acordado no Orçamento do Estado de 2021”.

João Oliveira não quis adiantar se partido irá propor eleições legislativas antecipadas, quando reunir com Marcelo Rebelo de Sousa no próximo sábado. “Terá de ser o Presidente da República a responder a essa questão. Não costumamos antecipar o que vamos dizer ao Presidente da República”, frisou.

O deputado realçou que o importante nesta altura é o Governo encontrar soluções para os problemas de Portugal e que o Executivo pode dar essas respostas mesmo em duodécimos, não descurando a possibilidade de um novo Orçamento para 2022.

“Se o Governo estiver disponível para fazer outras opções e apresentar outra proposta do Orçamento do Estado para dar resposta aos problemas do país nada o impede de o fazer”, sublinhou.

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