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Pedidos de visto Schengen atingiram 11,7 milhões em 2024. Um em cada sete rejeitado

Cerca de um em cada sete pedidos foi recusado, de acordo com o mais recente “Barómetro Exclusivo de Recusas de Vistos Schengen” da HelloSafe.
20 Janeiro 2026, 15h56

O número de vistos de curta duração solicitados para o Espaço Schengen atingiu os 11,7 milhões em 2024, considerando uma taxa global de indeferimento de 14,6%. Assim, cerca de um em cada sete pedidos foi recusado, de acordo com “Barómetro Exclusivo de Recusas de Vistos Schengen 2025″ da HelloSafe.

De acordo com o mesmo relatório, que apresenta uma análise global dos pedidos de visto em 2024 e das tendências de rejeição, os cidadãos chineses apresentaram o maior número de pedidos (1,78 milhões de pedidos), registando-se uma taxa de rejeição de apenas 4,6%. Os requerentes da Argélia, por outro lado, foram confrontados com recusas em 35% dos processos.

Segundo a HelloSafe, olhando para os encargos financeiros associados aos indeferimentos, que comportam taxas consulares, custos de centros de visto e seguros não reembolsáveis, estão em causa perdas em torno de 316 milhões de euros em 2024. Quase 60% desse montante é “suportado pelas dez nacionalidades mais afetadas”, lê-se no boletim, que acrescenta que as “disparidades alimentam a perceção de um acesso cada vez mais desigual aos vistos Schengen”. O custo médio por pedido recusado ascende a 185 euros.

O boletim refere, ainda, que o seguro de viagem é um fator decisivo para a decisão. “Cerca de 20% das recusas no Norte de África estão associadas a seguros não conformes com os requisitos Schengen”.

Ainda sobre as disparidades na atribuição do visto, a HelloSafe conclui que “um requerente africano tem uma probabilidade oito vezes superior de ver o seu visto recusado em comparação com um requerente asiático, evidenciando fortes desigualdades geográficas no tratamento dos pedidos”.

Quanto aos países mais restritivos em termos de emissão, Malta (38,5%), Estónia (27,2%) e Bélgica (24,6%) ocupam os lugares cimeiros.


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