Pedro Sánchez recusa reunir com Juan Guaidó em Davos

Desafiando a proibição de sair do território venezuelano, Juan Guaidó decidiu embarcar numa viagem pela Europa onde irá visitar os respetivos chefes de Estado.

Juan Guaidó

O presidente interino da Venezuela tem na agenda uma visita ao continente europeu, tendo prevista uma paragem em Londres, Madrid, Bruxelas e por fim, Suíça, onde irá assistir ao Forum Económico Mundial, em Davos.

Em Espanha, Juan Guaidó não será recebido por Pedro Sánchez, embora o recém reeleito presidente espanhol tenha sido um dos poucos que reconheceram Guaidó como presidente em abril, conta o El Mundo, esta terça-feira. Quem irá receber o presidente venezuelano será a ministra dos Negócios Estrangeiros, Arancha González Laya.

A visita do líder venezuelano, embora seja uma questão que não foi discutida em Conselho de Ministros, é um assunto que pode incomodar os parceiros do governo. O atual vice primeiro-ministro e líder do partido Unidas Podemos podemos, Pablo Iglesias, recusou o reconhecimento presidencial de Sanchez, dizendo que estava “errado”.

“[Juan Guaidó] não quer uma eleição livre, quer um golpe de estado que provoque uma intervenção de Donald Trump e um banho de sangue na Venezuela”, afirmou o parceiro de Pedro Sánchez.

A primeira paragem do presidente interino foi esta tarde em Londres, numa reunião com Boris Johnson e o  chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, em Downing Street.

“O Reino Unido reconheceu-o como presidente interino. Com os nossos parceiros internacionais, pensamos que ele é a pessoa certa para pôr fim à atual crise na Venezuela, em face da ausência de um presidente legitimamente eleito”, disse uma porta-voz de Johnson.

Desafiando a proibição de sair do território venezuelano, Juan Guaidó viajou para a Colômbia onde, no domingo, se reuniu com o secretário de estado norte-americano, Mike Pompeo. Na quarta-feira é esperado em Bruxelas, para um encontro com o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, e quinta-feira segue para Davos, na Suíça, onde decorre o Fórum Económico Mundial.

Reeleito para a presidência da Assembleia Acional venezuelana a 5 de janeiro, Juan Guaidó reivindica há um ano a presidência interina da Venezuela, acusando Nicolas Maduro de “usurpação” da presidência depois de uma “reeleição fraudulenta” em 2018.

O Governo da Venezuela qualificou a viagem de Guaidó ao estrangeiro de ato “insignificante” de “um lacaio que vai encontrar-se com os seus amos na Colômbia”, nas palavras de Diosdado Cabello, “número dois” do regime.

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