PremiumPedro Soares dos Santos: “É na Roménia que queremos entrar. Temos de saltar a fronteira”

As outras geografias preferenciais para a expansão internacional são os países da América Latina na costa do Pacífico – Peru, Chile, México e Equador.

Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, tem o seu grupo preparado para entrar em novas geografias, concretizando assim um novo aumento de dimensão. Agora espera pelas oportunidades certas. Sobre o mercado português, não comenta a iminente entrada da Mercadona.

Além do bom desempenho da Jerónimo Martins em 2018, que fator é agora decisivo para quererem voltar a crescer em novas geografias?

Investimos fortemente nas infraestruturas atuais, na expansão. Abrimos mais de 227 novas lojas, e armazéns. Mas o mais importante é que reforçámos bastante o balanço.

Vem aí a Mercadona e consta que a rede do Grupo Dia-Minipreço pode ser vendida…

Digo já que não tenho interesse nenhum na rede do Grupo Dia. Nada.

Porquê?

Porque o Dia não está na Colômbia nem está na Polónia, nem na Europa Central, como costumamos dizer.

Mas está na América Latina…

Em países que não nos interessam. Tem um portefólio que não serve o nosso interesse. Mais: se estivéssemos só interessados em Portugal a maior parte destas lojas não nos serviam porque a Autoridade da Concorrência não autorizava a sua compra, pela concentração.

A sua posição sobre o Brasil é inflexível?

Para a nossa aventura na América Latina, o mercado brasileiro está fora do eixo que escolhemos, que é o dos países da Aliança do Pacífico. É uma aliança muito mais estável economica, juridica e politicamente, onde a iniciativa privada não é um problema. Nós já escolhemos o nosso caminho e os nossos investimentos canalizam-se para aí na área da distribuição. Estamos a falar do Peru, do Chile, do México e agora parece que se vai juntar o Equador.

As aquisições nesses mercados podem ser interessantes para o grupo JM?

Podem ser interessantes porque são mercados que têm acordos de relações comerciais, por isso permitem o transporte de mercadorias entre si. Pergunto: quais são os mercados que são instáveis? Os do Mercosul. Se olharem para a História, na Aliança do Pacífico os mercados são estáveis, não alteram as suas políticas, nem os seus objetivos.

 

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