A Cegoc, que integra o prestigiado Grupo internacional Cegos, líder em soluções de Learning & Development, People & Culture Consulting e Learning Services, realiza anualmente, com a coordenação científica do ISCTE Executive Education, o People Engagement Survey. Trata-se de um estudo sobre clima e envolvimento organizacional que tem trazido contribuições de grande relevância sobre a relação entre as pessoas e as organizações. Baseado em inquéritos a mais de 1300 empresas, este estudo realiza-se desde 2016 e, nesta edição, trazimportantes esclarecimentos sobre a conexão humana na era da Inteligência Artificial.
Para dar a conhecer as conclusões do estudo, a Cegoc convida empresas de diferentes setores de atividade – tenham ou não participado no estudo – para o People Engagement Summit, que se realiza em Lisboa, no próximo dia 17 de março, das 9h00 às 18h00 (link para inscrições no final deste artigo).
Hoje, a tecnologia está a redefinir a forma como se trabalha e tudo acontece a um ritmo imparável. O trabalho híbrido continua a suscitar debate, a Inteligência Artificial (IA) já faz parte de inúmeros processos, mas a tecnologia não funciona sem as pessoas e a conexão humana é algo que nunca poderá ser automatizado.Captar e reter talento, assegurar o bem estar de colaboradores e promover um futuro em que o capital humano consegue manter o seu equilíbrio é um dos desafios que vai permanecer. No People Engagement Summit 2026, reconhecido como o maior evento dedicado ao envolvimento organizacional, serão discutidas as várias respostas e apontadas estratégias para enfrentar os desafios que se colocam aos dirigentes das empresas, aos gestores de pessoas e aos próprios profissionais que todos os dias enfrentam o mundo em mudança e, muitas vezes, em disrupção.

O People Engagement Summit 2026 vai trazer conversas que, longe de serem opiniões, têm uma sólida base em evidências. O seu ponto de partida são os resultados da 10.ª edição de um estudo que, como dissemos acima, envolveu inquéritos a mais de 1300 empresas a operar em Portugal e dão pistas importantes sobre como mobilizar o talento através de ações concretas.
Com a presença de líderes e profissionais de Recursos Humanos, serão apresentadas estratégias para potenciar o engagement nos contextos atuais, do bem-estar ao inevitável impacto da Inteligência Artificial.
Da agenda, fazem parte:
Neste Summit, que é uma verdadeira jornada de trabalho e de aquisição de conhecimento sobre gestão de talento, os participantes vão perceber de que forma a IA esta a transformar o engagement. Poderão assim ter acesso a dados atuais sobre as questões que mais preocupam as empresas e, ao mesmo tempo, receber inspiração para melhorar o bem-estar das suas pessoas.
A participação é gratuita, mas os lugares são limitados. Faça aqui a sua pre-inscrição.
O que há de mais especial em gerir pessoas?
É a combinação rara entre impacto humano e impacto no negócio: Quando se cria contexto (propósito claro, relações de qualidade, condições adequadas e oportunidades de desenvolvimento), as pessoas crescem, sentem-se bem e entregam melhores resultados. Gerir pessoas acontece num terreno “vivo”: as expectativas evoluem, os ciclos pessoais mudam e o contexto organizacional transforma-se. No fundo, gerir pessoas é desenhar condições para que o melhor de cada um, se evidencie de forma natural.
De acordo com o People Engagement Survey da Cegoc, é possível identificar erros na gestão de pessoas que se fizeram no passado?
Sim — e o valor do estudo está precisamente em trazer evidência sobre pontos cegos recorrentes. Ao longo das edições, o Survey tem demonstrado que fatores como a perceção de justiça e adequação das políticas de compensação, a compatibilidade de valores entre colaborador e organização, o apoio efetivo das lideranças e o equilíbrio trabalho-família têm um peso determinante no envolvimento, motivação e retenção. O estudo também trouxe para o centro da discussão temas que muitas organizações tendiam a desvalorizar ou a abordar demasiado tarde, como o bem-estar psicológico, o isolamento social e a chamada “saída silenciosa” — situações em que as pessoas não saem formalmente, mas reduzem o seu investimento emocional e comportamental.

Quais são as práticas que contrariam esses erros?
Liderança próxima e consistente: feedback frequente, justiça e apoio real (não só comunicação); Proposta de valor ao colaborador equilibrada: remuneração/benefícios competitivos, integração trabalho-família e oportunidades claras de crescimento; Cultura e valores vividos na prática: alinhar decisões e comportamentos com o posicionamento com que a empresa se apresenta, evitando incoerências percebidas e o desinvestimento; Políticas de bem-estar e mitigação do isolamento: olhando para as pessoas, para além do seu papel profissional. Estes são apenas alguns exemplos. O racional do estudo é precisamente apoiar decisões orientadas para a ação, permitindo às organizações atuar sobre as verdadeiras alavancas do envolvimento.
Pode revelar algo sobre o estudo deste ano?
Os resultados completos serão divulgados no People Engagement Summit, no próximo dia 17 de março. Neste momento, posso apenas adiantar que os dados deste ano corroboram tendências identificadas nas duas últimas edições, o que reforça a consistência e fiabilidade do estudo, mesmo com a renovação parcial das organizações participantes (temos sempre novas entradas e algumas só participam de dois em dois anos). A grande novidade deste ano foi o aprofundamento das temáticas de Humanização e Inteligência Artificial. Sem revelar demasiado, é claro que as lideranças assumem aqui um papel absolutamente central. Quanto mais informados e preparados se sentem os colaboradores face à evolução tecnológica, maior o seu nível de envolvimento e maior o esforço adicional que estão dispostos a investir. Por outro lado, a perceção de ameaça associada à Inteligência Artificial tem impactos diretos no envolvimento, no extra-mile e até na intenção de saída. Os restantes insights serão revelados no evento, onde partilharemos uma leitura integrada e estratégica dos resultados desta 10.ª edição.
Este artigo foi produzido em parceria com a Cegoc.
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