PremiumPeritos elogiam confinamento geral e apoiam manutenção

Medidas tomadas em janeiro permitiram reduzir novas infeções para metade em duas semanas. Especialistas querem prolongamento e recusam aliviar restrições.

O confinamento geral vai manter-se pelo menos até março, com o objetivo de conter a Covid-19. Os especialistas contactados pelo Jornal Económico (JE) indicam que o recolhimento domiciliário obrigatório é essencial para diminuir o número de novas infeções e controlar a pandemia, e acreditam que decretar um confinamento mais longo é uma medida “acertada”. Mas é ainda uma grande incógnita até quando deve manter-se, sendo consensual que, nesta fase, não há margem para aliviar as restrições atuais.

Ao JE, o matemático Carlos Antunes, que é investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e cujos cálculos são transmitidos a epidemiologistas que aconselham o Governo, indica que o confinamento em que Portugal continental se encontra desde 22 de janeiro permitiu “uma forte diminuição e controlo da incidência” da Covid-19. “Esta forte desaceleração iniciada entre 25 e 28 de janeiro permitiu reduzir o número de casos a metade em apenas 14 dias (de 12,4 mil para 6,2 mil casos), quando em março do ano passado o conseguimos em 22 dias (de 870 para 435 casos)”, indica.

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