Perspetivas para o comércio e indústria em 2020

Entendemos que deverão ser implementadas outras medidas de apoio às empresas, nomeadamente na operacionalização do próximo quadro comunitário de apoio, mais ambiciosas do que as que estão previstas no programa de governo, de forma a estimular o investimento e a aposta em novos mercados.

A ACIF-CCIM está consciente que as perspetivas para 2020 indicam uma atenuação do crescimento económico, uma tendência que também se verifica a nível internacional, e que terá naturalmente os seus reflexos no nosso tecido empresarial.

Perante este cenário, entendemos que deverão ser implementadas outras medidas de apoio às empresas, nomeadamente na operacionalização do próximo quadro comunitário de apoio, mais ambiciosas do que as que estão previstas no programa de governo, de forma a estimular o investimento e a aposta em novos mercados.

Não nos podemos esquecer de que qualquer alívio fiscal que as empresas venham a sentir em 2020 será contrabalançado com um aumento substancial da massa salarial, por via do aumento de 5,8% do salário mínimo regional.

Outro fator crítico para o crescimento das empresas é a criação de condições para o apoio ao transporte, por forma a que as empresas da Madeira possam diversificar os seus mercados através das suas vendas para o exterior.

É ainda fundamental dotar a região de mais instrumentos que permitam a captação de investimento estrangeiro, quer por via da agilização da agência Invest Madeira, quer por via do Centro Internacional de Negócios, sendo prioritária a negociação do V regime por forma a tornar este instrumento competitivo face às praças congéneres da UE.

Tal como o consagra a constituição europeia, a Madeira deverá ambicionar a possibilidade de criar instrumentos específicos, designadamente de natureza fiscal, que possam permitir a captação de mais e melhor investimento, sendo fundamental que a nossa Região, no âmbito das regiões ultraperiféricas, veja plasmada a sua especificidade.

Em relação ao turismo, os empresários estão confiantes no impacto que o reforço de verbas terá na promoção do destino, quer na consolidação dos mercados tradicionais, quer na conquista de novos mercados; existem, no entanto, muitas outras variáveis como o Brexit, a necessidade da entrada de uma terceira companhia área e ainda a concorrência crescente dos destinos turísticos vizinhos face à recente falência da Thomas Cook, bem como às de diversas companhias aéreas que lhe antecederam,  as quais poderão influenciar fortemente o comportamento deste setor. Urge ainda a necessidade de encontrar uma alternativa ao hub de Lisboa, face aos constrangimentos já sentidos, ainda sem as obras que irão decorrer nesta infra-estrutura no próximo ano, que poderá agravar esta situação.

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