Petróleo regista a maior subida desde a Guerra do Golfo em 1991 depois de ataques à Arábia Saudita

O preço do barril disparou mais de 19% no mercado, devido à redução da produção por parte do maior exportador mundial de petróleo.

O petróleo registou a maior subida percentual intradiária desde a Guerra do Golfo em 1991, devido ao ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita.

O barril de Brent, a referência para Portugal, disparou 19,5% para 71,95 dólares por barril, a maior subida intradiária desde 14 de janeiro de 1991, segundo os dados da Reuters. Neste momento, sobe 8,40% para 65,28 dólares.

Já o barril de West Texas Intermediate subiu 15,5% para para 63,34 dólares, a maior subida desde 22 de janeiro de 1998, de acordo com a Reuters. Nesta altura, sobe 7,63% para 58,98 dólares.

O ataque realizado às instalações da petrolífera estatal saudita, a Saudi Aramco, foi reivindicada por um grupo da etnia Houthi do Iémen, mas os Estados Unidos acreditam que o ataque foi perpetuado pelo Irão.

O presidente norte-americano Donald Trump já garantiu que os Estados Unidos estão prontos a atacar. Por seu turno, o Irão rejeitou ser o autor do ataque, garantindo estar pronto para a guerra.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo e o ataque às instalações petrolíferas reduziu a produção do país em 5,7 milhões de barris diários. Os maiores clientes do país do Golfo Pérsico são a China, Índia e a Indonésia.

A empresa não avançou com uma data para a normalização da produção de petróleo nas centrais de Abqaiq e de Khurais.

Para colmatar esta quebra de produção a nível mundial, Donald Trump aprovou o uso de petróleo da Reserva Estratégica dos Estados Unidos, se necessário.

Trump preparado para responder ao ataque na Arábia Saudita. Petróleo dispara mais de 8%

Ler mais

Recomendadas

Wall Street fecha em queda depois de dados fracos no setor terciário

Os investidores aguardavam pelos dados preliminares do PMI serviços e indústria dos EUA e estes desiludiram. Os índices de Wall Street caíram na última sessão da semana.

Nos cai mais de 7% e arrasta PSI-20. Bolsas da Europa fecham semana em queda

A atividade na Zona Euro teve um registo surpreendente em fevereiro. Mas não chegou para animar os investidores. Em Lisboa a queda aparatosa da NOS contrasta com a subida da Jerónimo Martins e da Novabase. O BCP caiu depois de apresentar contas.

Tecnológicas pressionam Bolsa de Nova Iorque

Só a Microsoft, a Chevron, a Amazon e o Facebook caíram todas mais de 1,5%. A Alphabet, dona da Google, desliza 1,08% e a Apple perde 0,95%, tendo as desvalorizações menos significativas.
Comentários