O negócio que vai criar o segundo maior construtor automóvel europeu começou a ser desvendado só no final de fevereiro, a 23, quando o presidente do conselho de administração do grupo PSA, o português Carlos Tavares, afirmou a “oportunidade para criar um campeão europeu automóvel, através da combinação de uma empresa francesa e de uma alemã com uma forte marca no Reino Unido”.
Foi assim que foram desvendadas as conversações entre o grupo PSA – que junta Peugeot e Citroen – e a norte-americana General Motors para a compra da Opel/Vauxhall, operação que viria a ser anunciada oficialmente a 6 de março e deverá estar concluída antes do final do ano, depois de aprovada pelas entidades reguladoras.
O negócio, que inclui ainda as operações financeiras da GM no ‘Velho Continente’, envolve um total de 2,2 mil milhões de euros, divididos entre 1,3 mil milhões acordados pela Opel/Vauxhall e 900 milhões pelas operações financeiras da GM. Estas últimas serão adquiridas conjuntamente pela PSA e pelo BNP Paribas, daqui resultando uma joint-venture para o financiamento automóvel do grupo francês.
Do acordo faz ainda parte a emissão de garantias para a compra de ações da PSA por parte da GM. Estas garantias, no valor de 650 milhões de euros, correspondem a 4,2% do capital da PSA, mas não garantem à GM qualquer direito de gestão ou de voto. Mais: a GM compromete-se a vender as ações recebidas através do levantamento destas garantias num prazo de 35 dias.
As pensões dos colaboradores da Opel continuarão a ser responsabilidade da GM, exceto alguns pequenos planos de pensões, que serão transferidos para a PSA. A gestão completa das pensões transferidas custará à GM 3.000 milhões de euros, pagos à PSA.
A compra da marca alemã pela PSA permitirá, na visão de Carlos Tavares, alcançar importantes economias de escala e sinergias nas áreas de compras, produção e investigação e desenvolvimento. A PSA estima que estas sinergias atinjam 1,7 mil milhões de euros por ano até 2026, acelerando a recuperação da Opel/Vauxhall. As projeções da empresa gaulesa apontam para uma margem operacional corrente de 2% até 2020 e de 6% até 2026.
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