PEV questiona Governo sobre apoios a pescadores e à pesca

Numa pergunta ao Ministério do Mar, enviada através da Assembleia da República, os deputados do PEV questionam que medidas serão tomadas “para assegurar o rendimento dos trabalhadores da pesca”.

António Pedro Santos/Lusa

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) questionou hoje o Governo sobre as medidas que planeia para apoiar o rendimento dos pescadores, nomeadamente da pesca artesanal, devido à pandemia de covid-19.

Numa pergunta ao Ministério do Mar, enviada através da Assembleia da República, os deputados do PEV questionam que medidas serão tomadas “para assegurar o rendimento dos trabalhadores da pesca”.

A bancada dos Verdes pergunta ainda pelas medidas “previstas para evitar as quebras abruptas do preço do peixe nas transações primárias”, apesar de esta descida não ser “sentida pelos consumidores”.

No texto da pergunta, o PEV recordou que os pescadores “continuam diariamente a ir ao mar”, mas têm “grandes dificuldades em escoar o pescado, em particular a pesca artesanal, uma vez que estão muito dependentes das dinâmicas das economias locais”, como a restauração, que está parcialmente paralisada.

Os Verdes alegaram ainda que a crise causada pela pandemia poderá “colocar em causa o abastecimento do pescado à população, pelo que devem ser tomadas medidas céleres para assegurar a proteção, o rendimento dos pescadores e demais intervenientes e estancar a abrupta redução dos preços em lota”.

O “acesso ao fundo de compensação salarial a ser atribuída a todos os trabalhadores das embarcações” é uma das sugestões feitas pelos deputados, em vez das linhas de crédito, pelas dificuldades e receios que causa nos pescadores.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, registaram-se 43 mortes e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 633 novos casos em relação a terça-feira.

O país encontra-se em estado de emergência até às 23:59 de 02 de abril devido à pandemia.

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