PremiumPJ investiga créditos para aumento do capital do Montepio

Justiça investiga aumento de capital do banco, em 2013, com créditos do banco e saída de bolsa do Montepio. PJ quer saber se o banco vale o valor registado.

Montepio, BNI Europa, o empresário José Guilherme e o filho, Paulo Guilherme, bem como o antigo presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Tomás Correia, estão entre os principais alvos das buscas da PJ que foram levadas a cabo nesta quinta-feira, 16 de janeiro. O raide da justiça incidiu sobre bancos, empresas e clientes daquelas instituições para investigar crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada. Está a ser investigado o aumento de capital realizado em 2013 e origem dos fundos utilizados naquela aquisição pelos três maiores subscritores do fundo. PJ quer saber ainda se depois da saída de bolsa do Montepio, em 2017, o banco vale o valor registado.

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“Conforme decorre do comunicado [da PGR] o Banco BNI Europa não é visado no processo em causa, mas está a colaborar, como é seu dever, com as autoridades”, refere o banco em comunicado.

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Trata-se de “diligências a propósito de operações de clientes, que reportam a factos ocorridos entre os anos 2011 e 2014”, avança o banco. Já Tomás Correia disse ao JE que não tem conhecimento de qualquer busca à sua casa.
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