Plano ‘Turismo + Sustentável 20-23’ vai estar em discusão pública até 26 de janeiro

O plano contempla quatro eixos estratégicos: estruturar uma oferta cada vez mais sustentável; qualificar os agentes do setor; promover Portugal como um destino sustentável; e monitorizar as métricas de sustentabilidade do setor.

O projeto ‘Plano Turismo + Sustentável 20-23’, que foi hoje, dia 26 de outubro, apresentado publicamente, vai estar em processo de consulta pública até 26 de janeiro de 2021.

“Em consulta pública até 26 de janeiro, o plano contempla quatro eixos estratégicos – estruturar uma oferta cada vez mais sustentável; qualificar os agentes do setor; promover Portugal como um destino sustentável; e monitorizar as métricas de sustentabilidade do setor”, esclarece um comunicado do Ministério da Economia.

Segundo esse documento, “as metas a alcançar em 2023 prendem-se com o incremento de 50% de empreendimentos turísticos com sistemas de eficiência energética, água e gestão de resíduos; a eliminação de plástico de uso único em 50% de empreendimentos turísticos de 4 e 5 estrelas; 25 mil aderentes ao selo ‘Clean & Safe’; 30 mil formados e mil auditados; formação de 50 mil profissionais nas áreas da sustentabilidade e 500 referências internacionais sobre a oferta sustentável em Portugal”.

“O ‘Plano Turismo + Sustentável 20-23’ foi hoje conhecido, numa sessão pública, que decorreu na sede do Turismo de Portugal, em Lisboa, e contou com as presenças da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e da secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa”, adianta o comunicado em questão.

A secretária de Estado do Turismo referiu que “este plano é um referencial estratégico, participativo e dinâmico e que prova o pioneirismo de Portugal na mudança para um mundo melhor”.

“Visa reforçar uma das principais metas da estratégia turística – a de afirmar o país como um dos destinos mais competitivos, seguros e sustentáveis do mundo” disse Rita Marques, acrescentando que a “recuperação do setor assente na sustentabilidade permitirá, não só a resiliência perante futuras crises, como o retomar da atividade turística sob o compromisso de fazer melhor e com maior segurança, dos pontos de vista económico, social e ambiental”.

Para os responsáveis do Ministério da Economia, este plano resulta de “um trabalho conjunto envolvendo os parceiros do setor” e “abrange mais de 70 projetos e ações, que visam contribuir para a resposta do turismo à urgência dos desafios da sustentabilidade definidos à escala mundial, europeia e nacional e alinhados com os objetivos da ‘Estratégia Turismo 2027’ e da política de retoma do setor pós-Covid-19”.

De acordo com as orientações globais da OMT – Organização Mundial do Turismo, definidas pelo Comité Global de Crises de Turismo, “a recuperação responsável do setor, após a pandemia Covid-19, permitirá que este retome a atividade ainda mais forte e mais sustentável”, sublinha o Ministério da Economia.

“Também a recente adesão do Turismo de Portugal ao Global Sustainable Tourism Council (GSTC) e ao Pacto Português para os Plásticos, além da participação ativa no World Travel & Tourism Council (WTTC) e na European Travel Comission (ETC), enquadram-se nos propósitos do plano e refletem o compromisso de intervir e apoiar iniciativas que reforcem o papel do turismo na construção de um mundo melhor para todos”, assinala o comunicado em questão.

Os responsáveis do Ministério da Economia recordam ainda que, no âmbito do ‘Plano Turismo + Sustentável 20-23’, “o Turismo de Portugal celebrou um protocolo com o Fundo Ambiental para incrementar as competências dos profissionais do setor do turismo, alavancar iniciativas e dinâmicas já existentes, dar visibilidade a boas práticas e inspirar todos a fazer melhor, para alcançar melhores resultados em termos de receitas, da satisfação dos turistas e da preservação do nosso planeta”.

“Para tal, está disponível um financiamento de 200 mil euros, financiável a 100% pelo Fundo Ambiental, e um prazo de realização até 31 de dezembro de 2020”, informa a mesma nota.

Em parceria com AHRESP, Universidade Nova de Lisboa, Federação Portuguesa de Golfe e Conselho Nacional da Indústria de Golfe e Travel without plastics, as ações abrangidas por este protocolo são: reeducar para uma restauração circular e sustentável; práticas da economia circular nos destinos turísticos do litoral; neutralidade carbónica nos empreendimentos turísticos; construção sustentável em empreendimentos turísticos; eficiência hídrica nos campos de golfe em Portugal; e redução do plástico na hotelaria (turismo sem plástico).

“O ‘Plano Turismo + Sustentável’, coordenado pelo Turismo de Portugal, exige o compromisso de uma estreita articulação entre toda a comunidade relacionada com o turismo, integrando, nos trabalhos a concretizar, as estruturas regionais de turismo do continente e regiões autónomas, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), as associações empresariais do setor, em colaboração, ainda, com as restantes tutelas, entidades públicas regionais e locais cuja atuação também se relacione, direta ou indiretamente, com a atividade turística”, defende o referido comunicado.

 

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