Pobreza e desigualdade em queda

O muito que há por fazer passa pelo nosso voto nas eleições europeias, onde podemos decidir entre partidos e grupos europeus que defendem a austeridade ou que a recusam.

Os dados finais do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento foram publicados recentemente pelo INE e permitem tirar conclusões interessantes sobre a evolução da pobreza, da exclusão social e da desigualdade no nosso país. Os dados referem-se ao período de 2017, mas já dão conta de uma evolução notável no sentido positivo no que toca às condições de vida das pessoas que estão em maiores dificuldades.

De acordo com o INE, o rendimento mediano em Portugal em 2017 era de 778 euros, tendo subido relativamente ao ano anterior. A taxa de pobreza ficou, assim, nos 17,3%, o valor mais baixo desde que existem estatísticas sobre a matéria. A região de Lisboa foi aquela onde a taxa de pobreza parecia mais reduzida ponto de vista nacional, mas se se fizer a comparação relativamente à população dessa região aquela passa a ser a mais alta do continente.

Já taxa de risco de pobreza ou exclusão social ficou nos 21,6%, menos 1,7 pontos percentuais que os resultados obtidos anteriormente e menos 5,9 pontos percentuais face a 2013, quando a troika e o governo PSD/CDS estavam no poder.

A redução dos indicadores de pobreza e exclusão social aconteceu porque houve uma melhoria do emprego e salário mínimo, e a reposição dos apoios sociais que tinham sido cortados. Numa palavra, reduzindo a austeridade, as populações mais pobres melhorem significativamente a sua situação.

Apesar da evolução positiva é preciso não ter ilusões: Portugal ainda está no 11.º lugar da lista dos países da Europa com piores indicadores de pobreza e exclusão social e, por isso, as eleições europeias de 26 de maio são tão importantes. Nestas eleições podemos decidir entre partidos e grupos europeus que defendem a austeridade ou que a recusam, e agora já sabemos o que significa essa escolha para os mais pobres da nossa sociedade.

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