Polícia polaca recorre a drones para vigiar cidadãos “poluentes”

A Polónia tem 30 das 50 cidades mais poluídas da União Europeia. Como tal, o governo polaco está a investir na transição das energias poluentes paras as energias verdes. O uso de drones foi pensado para ajudar as autoridades a investigar as casas que não cumprem com o novo plano energético.

A Polónia é o país com a maior taxa de poluição da União Europeia (EU) já que das 50 cidades mais poluídas da UE, 30 são na Polónia, de acordo com as autoridades ambientais europeias. Cerca de 80% da eletricidade total gerada no país é proveniente de centrais a carvão e, caso não bastasse, o carvão é o principal combustível utilizado pelos cidadãos para aquecer as suas casas através de fornos, segundo a Bloomberg.

Comprometidas a combater a poluição, as autoridades polacas estão a utilizar drones para pressionar os cidadãos a abandonarem o uso do carvão e fazerem a transição para os fornos munidos a gás. Para isso, o Estado polaco comparticipa em 50% na instalação de novos fornos a gás e oferece descontos nas respetivas contas de energia.

Devido ao historial do país e da sua relação muito próxima com o carvão, iniciativas como adquirir frotas de autocarros elétricos, ou a proibição oficial à utilização de carvão, não são suficientes para garantir que a população, de forma homogénea, faça a transição para a chamada energia “verde” e, por isso, muniu a sua polícia com drones que fazem o policiamento aéreo de forma a garantir que as chaminés não estão a emitir fumo proveniente da queima de lixo ou carvão.

Já existem 30 “inspetores aéreos” que fazem, diariamente, inspeções por vários bairros da cidade de Cracóvia, garantindo que nenhuma casa está a infringir a lei. A medida teve efeitos positivos e no mês de dezembro, a polícia polaca garantiu à “Bloomberg” que não existiu nenhuma ocorrência ligada à queima ilegal de carvão.

Esta iniciativa de 285 milhões de euros está a ser financiada em parte pela União Europeia, impostos e por vários programas do governo polaco. Jacek Majchrowski, presidente da câmara de Cracóvia afirmou que “para muitos parecia um problema impossível de resolver mas nós conseguimos provar o contrário e, neste momento, podemos afirmar com certezas de que a cidade será um exemplo a seguir num futuro próximo”.

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